Em setembro de 2023, a multinacional suíça Nestlé anunciou a compra do Grupo CRM, responsável pelas marcas de chocolate Kopenhagen e Brasil Cacau, em uma transação no valor de R$ 4,5 bilhões.
Ainda que a negociação represente uma movimentação significativa no setor, ela ainda precisa da aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). O órgão analisa se tal fusão poderia prejudicar a concorrência no mercado.
No passado, a Nestlé encontrou dificuldades semelhantes quando tentou adquirir a Garoto, uma transação barrada por potenciais riscos de monopólio. Desta vez, a empresa adota uma postura mais cuidadosa para evitar problemas regulatórios e avançar sem obstáculos.

Impacto no mercado de chocolates
Com mais de mil lojas no país, a adição do Grupo CRM é um passo estratégico significativo para a Nestlé. Além disso, a Kopenhagen é reconhecida pela qualidade superior de seus produtos, enquanto a Brasil Cacau oferece produtos acessíveis ao consumidor.
O Cade já deu um parecer preliminar positivo à transação, afirmando que ela não apresenta riscos de concentração que possam comprometer a competição. No entanto, a decisão final ainda depende de etapas adicionais de análise regulatória.
Com a aquisição, a Nestlé planeja continuar investindo na modernização das suas fábricas e no desenvolvimento de novos produtos. Estima-se que cerca de R$ 2,7 bilhões sejam destinados a essas iniciativas até 2026. A empresa não apenas visa consolidar sua liderança no Brasil, mas também considera uma expansão regional futura.
Renata Vichi, CEO do Grupo CRM, continuará no comando das operações, que permanecerão independentes dentro da estrutura da Nestlé. Com esse arranjo, a expectativa é que a unidade triplique de tamanho até 2026, abrindo novas franquias em todo o país.





