Por determinação do Banco Central do Brasil, por meio da Instrução Normativa nº 488, de 9 de julho de 2024, cédulas de R$ 10, em alusão aos 500 anos do descobrimento do Brasil, devem ser recolhidas de circulação. Em contrapartida, o mesmo ocorre com as notas de R$ 2 a R$ 100, lançadas em 1994 e pertencentes à Primeira Família do Real.
Com os avanços tecnológicos, tornou-se raro realizar pagamentos com o uso de cédulas. No entanto, esse mecanismo não interferiu na decisão da autarquia federal em remover algumas notas de circulação. Para justificar a motivação por detrás do recolhimento junto à rede bancária, foi levado em consideração o desgaste natural do papel ao longo dos anos.
Na prática, o dinheiro físico, quando apresenta más condições, tende a causar problemas de logística, dificultando ainda as operações que dependem da movimentação das notas em espécie. Conforme apurações do UOL, estima-se que cerca de 3% das cédulas da Primeira Família do Real ainda estavam em circulação quando o protocolo do Banco Central foi ativado.
O que fazer com as notas?
Apesar do lançamento da Instrução Normativa, não significa que as cédulas não possam ser utilizadas quando ainda guardadas. Sobretudo, as notas de R$ 2 a R$ 100 não apresentam validade e muito menos restrição de uso, desde que estejam em perfeito estado de conservação. Por outro lado, é importante destacar que não há necessidade de trocá-las, já que é uma responsabilidade dos bancos.
De modo geral, as instituições financeiras recebem as notas e as encaminham ao Banco Central do Brasil, que fará a troca por novas cédulas. Portanto, mesmo que uma dessas cédulas esteja guardada dentro da carteira ou até mesmo no cofre, não perderão seu valor.





