Outrora fazendo toda uma nação comemorar façanhas na ginástica, Arthur Zanetti decidiu se aposentar dos ginásios profissionalmente. No entanto, seu amor pelo esporte impulsionou uma nova empreitada, já que segue em evidência na modalidade. Aos 35 anos, o brasileiro realizou sua primeira arbitragem internacional, durante o Pan Júnior de Assunção.
Detentor de uma bagagem extensa e repleta de vitórias, o ex-ginasta anunciou oficialmente o fim de sua carreira em janeiro deste ano. Com o tempo livre que obteve, decidiu estudar os regulamentos das competições com o objetivo de prolongar seu legado. Apesar da primeira experiência internacional, Zanetti afirmou não ter sido tomado pelo nervosismo.

“Internacional [competição] tem um peso maior. O mundo todo está vendo, é uma competição grande, então tem uma responsabilidade a mais. Mas estava bem preparado e correu tudo certo na competição. Eu achei que ia ficar um pouquinho nervoso no início… Foi bem tranquilo, estava preparado, entrei sabendo o que tinha que fazer”, contou o medalhista olímpico ao ge.
Arthur Zanetti e o legado dentro e fora dos ginásios
A título de curiosidade, o campeão mundial tornou-se árbitro desde o ano passado, quando se aventurou a nível estadual e nacional. Mesmo com a nova profissão sendo construída, Arthur tem dividido a atenção com outras obrigações. Escancarando que não pretende ficar parado aproveitando a vida longe da ginástica, mostra o quão corrida a vida tem sido.
“Estou fazendo um pouquinho de tudo. Estou dando treino em São Caetano para a escolinha e também estou na arbitragem, fazendo deveres com a Confederação e da minha vida. Está bem corrido, agora até mais do que quando eu era atleta. Estou gostando dessa nova fase, acho que estou no caminho certo”, avaliou.
Servindo de exemplo para as gerações mais novas, Arthur Zanetti orgulhou toda uma nação ao conquistar medalha de ouro nas argolas nas Olímpiadas de Londres (2012) e de prata no Rio 2026. A nível mundial, faturou quatro medalhas, sendo elas: ouro na Antuérpia (2013) e três de prata, em Tóquio 2011, Nanquim 2014 e Doha 2018. Também tem três ouros e três pratas em Pan-Americanos.





