A nova regra do Bolsa Família, que começa a valer em junho e terá impacto direto na folha de julho de 2025, pode fazer beneficiários receberem apenas R$ 300 durante o período de transição. A mudança foi publicada pelo governo federal e altera os critérios de permanência para famílias que passam a ter renda acima do limite de entrada.
Como o valor médio pago atualmente gira em torno de R$ 600, o corte para 50% do benefício reduz o repasse para aproximadamente R$ 300 nesses casos. Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, o objetivo é priorizar famílias com renda mais baixa, reduzir a fila e preservar a sustentabilidade financeira do programa.

O que muda para quem ultrapassar o limite de renda
Com a nova regulamentação, três grupos passam a existir. O primeiro é formado por famílias que já estavam na Regra de Proteção até junho de 2025. Elas permanecem com as regras antigas por até 24 meses e com limite de renda de R$ 759 por pessoa. Se voltarem a se enquadrar nos critérios de entrada, o benefício integral é retomado.
O segundo grupo inclui famílias que entrarem na proteção a partir de julho de 2025 e que não possuem renda estável. Nesse caso, a permanência cai para 12 meses, com limite de R$ 706 por pessoa e recebimento de 50% do benefício.
O terceiro grupo abrange famílias com renda estável, como aposentadoria, pensão ou BPC-Idoso. Para essas, o período de permanência é reduzido para dois meses, mantendo o mesmo limite de renda. A exceção fica para famílias com pessoa com deficiência que recebe BPC, que poderão permanecer por até 12 meses.





