A partir de julho deste ano, os turistas brasileiros terão que redobrar a atenção quando desembarcarem em um dos países mais prestigiados no Velho Continente. Isso porque a Espanha decretou a cobrança de uma taxa vinculada ao Sistema Digital de Pré‑Triagem Espanhol, o SDP‑E, para visitantes que permanecerem na nação por mais de 21 dias.
Aos desavisados, o SDP‑E é uma autorização eletrônica prévia, nos moldes do ESTA americano. Em resumo, o visitante preenche um formulário online com dados pessoais, passaporte, hospedagem e responde a perguntas de segurança. Após pagar a taxa de €15 (R$ 86,76, na conversão atual), o sistema processa a solicitação e libera a resposta em até 72 horas.

Caso a autorização não seja aprovada, as companhias aéreas podem barrar o embarque, e a imigração espanhola se reserva o direito de recusar a entrada. Porém, é necessário destacar que esse protocolo não substituiu o visto. Na prática, ele trabalha para contribuir como uma espécie de camada adicional de verificação para estadias mais longevas.
Embora a exigência da taxa tenha gerado questionamento por parte dos viajantes, a Espanha não é a única nação a colocar em vigor tal mecanismo. A título de curiosidade, Portugal, Itália e França também enrijeceram suas políticas para a entrada de estrangeiros no país. Por sua vez, aqueles que estão de passagem, com prazo de até três semanas, permanecem isentos e seguem as regras atuais.
Estudantes brasileiros ligam o sinal de alerta
Diante da mudança de curso, o grupo mais impactado pelas novas diretrizes engloba estudantes de intercâmbio, nômades digitais, pessoas que visitam parentes por temporadas longas e profissionais em missões corporativas. Na prática, essa nova exigência entrará em vigor para uniformizar a entrada e auxiliar no controle migratório do país.
Confira as taxas cobradas por nações europeias:
- Espanha: triagem digital obrigatória para estadias acima de 21 dias, com taxa de €15.
- Portugal: comprovação de renda mínima de €1.500/mês para vistos de longa duração.
- França: seguro‑viagem obrigatório com cobertura médica mínima de €50.000.
- Itália: limitação anual de 45.000 vistos de turismo para brasileiros.





