Amplamente reconhecida por sua força econômica e vocação marítima, Itajaí, localizada em Santa Catarina, está prestes a ganhar um novo polo de aviação executiva nos próximos anos. De acordo com o projeto aprovado, são estimados investimentos de aproximadamente R$ 400 milhões no local em que atualmente opera o Aeródromo Campo Comandantes, situado no bairro Campeche.
O cenário desenhado promete transformar a estrutura em um aeroporto executivo de alto padrão, voltado ao atendimento de empresários, operadores de táxi-aéreo, turistas e usuários da aviação privada. Exemplificando essa dinâmica, o complexo contará com uma estrutura hoteleira e um boulevard de serviços, além de um espaço de eventos, com gastronomia e área de serviços.

Para justificar o investimento depositado, o empreendimento contará ainda com a ampliação da pista, melhorias na segurança operacional e a implantação de uma estrutura mais completa para receber aeronaves de maior porte. Na prática, o aeroporto tende a oferecer mais conforto e praticidade aos usuários, além de criar um ambiente integrado entre aviação, negócios e turismo.
Mais detalhes sobre o projeto
Mostrando-se diferente dos demais aeródromos do país, o projeto audacioso inclui um modelo de atendimento exclusivo para passageiros e tripulação, com serviços personalizados de hospitalidade, como recepção diretamente na aeronave e suporte premium em solo. Embora as notícias sejam empolgantes, não há uma data exata para o início e conclusão das obras.
Nesse intervalo, o empreendimento em Itajaí contará com a implantação de cerca de 65 hangares. Desse montante, 50 lotes farão parte de um condomínio aeronáutico que já existe no local e estarão disponíveis para venda, enquanto outros 15 hangares de maior porte serão destinados à locação e operações do tipo FBO, voltadas à hangaragem de aeronaves maiores.
No que diz respeito ao impacto socioeconômico, a previsão é que a fase de obras gere cerca de 700 vagas de emprego diretas, contemplando setores que vão da construção civil à manutenção e serviços de apoio. Contudo, ainda que o impacto local seja latente, os responsáveis pelo projeto ainda não divulgaram os números oficiais sobre os empregos indiretos previstos para a região.





