Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), no dia 21 de dezembro, às 12h03 (horário de Brasília), o verão entrará em vigência no país. Por ser uma das estações mais prestigiadas, tende a sempre atrair turistas em direção a lugares paradisíacos, como praias. No entanto, a La Niña, fenômeno climático, promete impactar o clima no período em questão.
Cientistas confirmaram o início do solstício de verão, que consiste na presença do sol atingindo seu ponto mais alto no céu. Como resposta ao movimento natural, o dia será o mais longo do ano, potencializado pelo resfriamento das águas do Oceano Pacífico. Assim, o fenômeno trabalha alterando o regime de chuvas e de temperaturas.

Em outras palavras, a La Niña deve trazer um verão mais chuvoso para grande parte do Brasil, especialmente no Centro-Oeste, Sudeste, Norte e Nordeste. Por outro lado, a Região Sul, Mato Grosso do Sul e o Sertão Nordestino terão períodos mais secos e temperaturas acima da média. Toda a façanha pode comprometer os planejamentos de grande parcela de turistas.
O que esperar do próximo verão?
Conforme dados divulgados pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), a La Niña de 2025 apresentará intensidade fraca, com 70% de probabilidade de se manter até fevereiro de 2026. Portanto, a estação mais aguardada da temporada pode ser atípica, com a presença de frio e chuvas acima da média.
A tendência é que a interferência do fenômeno natural perca gradualmente sua força a partir do primeiro trimestre do próximo ano. Dessa forma, estima-se que os meses de dezembro e janeiro irão registrar dias mais nublados, chuvas contínuas e a presença de massas de ar polar tardias. No mais, a expectativa é que as temperaturas fiquem abaixo da média em várias regiões do Brasil.
Quais regiões serão mais quentes?
Para aquelas pessoas que não abrem mão de aproveitar o calor do verão, pesquisas recentes comprovaram que algumas partes do Brasil não serão prejudicadas pelo fenômeno climático. Conforme os dados preliminares do Instituto Nacional de Meteorologia, as regiões mais propensas ao calorão são: região Sul, Mato Grosso do Sul e o sertão nordestino.
Para uma melhor compreensão, as chuvas serão menos frequentes, garantindo um céu mais aberto, que favorece o aumento expressivo das temperaturas. Por sua vez, entre janeiro fevereiro, os dias seguidos de calor intenso serão destaques na áreas de clima tropical. Por fim, é válido destacar que a intensidade do clima dependerá da evolução da estação chuvosa e da frequência desses períodos secos ao longo do verão.





