Embora existam organizações comprometidas em auxiliar na conservação do meio ambiente, questões climáticas seguem ligando o sinal de alerta das nações. Diante das ondas de calor na América do Norte, Europa e Ásia, uma mudança antropogênica, ou seja, transformações evolutivas, ganha força.
A princípio, o calor excessivo nos verões era uma preocupação comum, mas escalonou para outras estações. Para se ter uma noção do “novo padrão climático”, Toronto, no Canadá, tem colocado piscinas ao ar livre para ficarem abertas até meia-noite. Nesse ínterim, as praias do Reino Unido estão constantemente lotadas.
Todo esse percurso foi moldado mediante ao relógio climático, já que foi forçado a adiantar seu ponteiro natural. Outra questão que desperta preocupação é que as temperaturas elevadas se tornaram evidentes antes do previsto. A falta de conscientização social coloca o aquecimento global em um ritmo mais acelerado que nunca. O verão foi esticado na Europa, tendo seu início em junho e se estendendo até setembro.
Como consequência, o calor não dá trégua, motivo que levou o Velho Continente a ter aumento de 30% na mortalidade relacionada com o calor nas últimas duas décadas. Por sua vez, as ondas de térmicas são agora mais longas, frequentes e intensas. Assim, cientistas do World Weather Attribution calcularam que a recente onda de calor no Reino Unido, por exemplo, seria agora esperada a cada cinco anos.
“Uma onda de calor de cerca de 20ºC não parece um evento extremo para a maioria das pessoas, mas é um problema realmente importante para esta região (…) e isto afeta em grande medida o mundo todo”, explica Friederike Otto, professora de Ciências do Clima no Imperial College de Londres.
Preocupações sobre o novo padrão climático
- O planeta já não responde às estações tradicionais, tendo em vista o desequilíbrio dos gases de efeito estufa;
- Os oceanos estão absorvendo quantidades recordes de calor, podendo alimentar furacões, tempestades e inundações;
- Estações mais longas, quentes e perigosas.




