Embora tenha perdido todo o seu prestígio no cenário internacional, Eike Batista está comprometido em recuperar a confiança do mercado, assim como sua fortuna. Fora dos holofotes, o empresário tem investido seu tempo e dinheiro em uma metodologia para substituir o plástico. O mecanismo foi revelado pelo próprio visionário, em entrevista cedida à CNN.
Diante do evento Energy Summit, realizado no Rio de Janeiro, o empresário confirmou o desejo de investir na cana-de-açúcar transgênica como uma solução para se reposicionar no mercado de energia. Além da transformação em combustível, o brasileiro reconheceu a possibilidade de modificar geneticamente a gramínea para compor materiais biodegradáveis.

De modo geral, a ideia de Eike é produzir resina por meio da utilização do bagaço da cana, que tende a ser realocada para o processo de fabricação de canudos, copos e até embalagens biodegradáveis. Segundo ele, o projeto pode ser evidenciado nas próximas décadas, desde que os investimentos necessários sejam reunidos.
O que falta para o projeto de Eike Batista ir adiante?
Para dar sustentação e conquistar interessados em investir no estudo promissor, o personagem apresentou o projeto desenvolvido pelo agrônomo Sizuo Matsuoka. Nas análises foi comprovado que a cana-de-açúcar tem poder de “catalisador”, em que sua mutação pode servir para ampliar a produção de etanol no Brasil. O problema é que os valores para a operação estão fora do orçamento do brasileiro.
Em meio às previsões de Eike, é estimado que a produção de cana-de-açúcar chegue a até 100 bilhões de litros, substituindo as atuais plantações de cana convencionais, que ocupam cerca de 5,5 milhões de hectares. Por fim, projeta pontos favoráveis não só para o mercado de energia, como para indústrias em geral.
“Essa pesquisa resultou em 17 variedades de cana que vão, na minha opinião, vão povoar o Brasil. Enxergo que o Brasil vai trocar a cana velha por essa ‘supercana’. Ela produz até três vezes mais etanol e até 11 vezes mais bagaço. Nós vamos substituir o plástico do planeta. Eu estou sonhando com o Brasil para daqui a 20 anos”, afirmou o empresário.





