Durante shows, festivais e grandes eventos, motoristas de aplicativo têm adotado um método para aumentar o valor das corridas. Ao final dos eventos, a demanda é alta e muitos motoristas desligam os aplicativos ou recusam corridas, obrigando passageiros a negociar diretamente com eles. Isso faz com que o preço da viagem seja maior do que o exibido inicialmente pelo app
Em São Paulo, por exemplo, após shows de artistas como Dua Lipa e Maroon 5, passageiros relataram pagar até 40% a mais do que o valor estimado no aplicativo. A prática ocorre especialmente em eventos com grande concentração de pessoas, onde a dificuldade para conseguir corridas pelo app é maior.
Os motoristas afirmam que buscam remuneração justa, já que taxas cobradas pelos aplicativos nem sempre compensam o tempo de espera, bloqueios e consumo de combustível. Ao negociar diretamente, eles recebem 100% do valor da corrida, enquanto passageiros garantem transporte imediato, mesmo que mais caro.

Riscos e alternativas seguras
As plataformas orientam que todas as viagens sejam solicitadas exclusivamente pelo aplicativo. Corridas fechadas fora do app não têm rastreamento, seguro ou verificação do motorista, configurando violação dos termos de uso e podendo levar à suspensão da conta.
Uber e 99 alertam que viagens por fora não oferecem garantias de segurança para passageiros e motoristas. Alguns aplicativos alternativos, como BlaBlaCar e InDrive, permitem negociação segura dentro da plataforma.
O passageiro pode propor o valor do trajeto e o motorista aceitar ou fazer contraproposta, mantendo segurança e regulamentação, além de preços potencialmente mais baixos do que os praticados em apps convencionais.
Especialistas sugerem que plataformas poderiam criar zonas de embarque e desembarque exclusivas em grandes eventos para reduzir espera e facilitar deslocamento. Essa medida garantiria segurança, agilidade e remuneração justa, diminuindo a necessidade de corridas por fora.





