A princípio, o trem-bala entre São Paulo e Rio de Janeiro foi lançado como uma promessa de campanha política do Partido dos Trabalhadores (PT). No entanto, 18 anos após a ideia, nenhuma obra foi iniciada, fator que removeu o Governo Federal da jogada. Sob responsabilidade da TAV Brasil, a construção da linha dará seu passo inicial em 2028, enquanto as operações serão a autorizadas em 2032.
De acordo com as autoridades, para fazer o trem percorrer os trilhos com maestria, será necessário um investimento de R$ 60 bilhões. Caminhando a passos lentos para sair do papel, o projeto não conta com licença ambiental e corre contra o tempo para adquirir subsídios. Por se tratar de dois dos estados que mais movimentam a economia do país, o empreendimento deve ganhar novos desenhos.

Conforme a ideia preliminar, as obras vão cobrir uma distância de 417 quilômetros, além de encurtar a distância entre São Paulo e Rio de Janeiro em um intervalo de 105 minutos. Além de o projeto escancarar uma nova alternativa em meio às ofertas de mobilidade atuais, terá papel crucial na economia dos dois estados da região Sudeste.
Projeções iniciais
Apesar de o início das obras ter sido adiado para 2028, algumas arestas começaram a ser aparadas, incluindo a possibilidade de as tarifas para o translado ficarem entre R$ 300 e R$ 500. A TAV Brasil, que será a responsável por operar o trem-bala por 99 anos, explicou que a linha contará com quatro paradas principais em São Paulo, São José dos Campos, Volta Redonda e Rio de Janeiro.
Para uma melhor compreensão, a escolha pelo trajeto está diretamente ligada a necessidade de otimizar o transporte, fomentando ainda o desenvolvimento econômico nas regiões. Nesse ínterim, é previsto um acréscimo de R$ 168 bilhões ao PIB brasileiro até 2055, além de 130 mil novos empregos diretos e indiretos serem oferecidos.





