O Sistema Único de Saúde (SUS) iniciará, a partir de fevereiro de 2026, um programa de teleatendimento em parceria com o Hospital Sírio-Libanês, voltado para brasileiros com problemas relacionados a jogos de apostas.
A medida faz parte de ações dos ministérios da Saúde e da Fazenda para reduzir os efeitos do vício em apostas, especialmente com o aumento das plataformas online no país. O serviço disponibilizará 450 consultas mensais para identificar comportamentos de risco.
Quando necessário, os casos serão encaminhados para atendimento presencial na Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), incluindo os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS). O objetivo é oferecer suporte especializado e acompanhamento precoce aos pacientes, garantindo tratamento adequado para reduzir o avanço do vício.

Ferramentas de prevenção e monitoramento
Para auxiliar na prevenção, será lançada em dezembro de 2025 uma ferramenta de autoexclusão. A plataforma permitirá que apostadores bloqueiem voluntariamente o acesso a todas as plataformas de apostas, interrompendo ciclos de dependência e oferecendo controle sobre o próprio comportamento.
Além disso, o governo criou o Observatório Brasil Saúde e Apostas Eletrônicas, responsável por monitorar o uso das plataformas e fornecer dados que apoiem a formulação de políticas públicas mais eficazes.
O observatório terá papel central no acompanhamento da implementação das medidas e na avaliação dos resultados. O número de atendimentos relacionados a problemas com apostas no SUS tem crescido nos últimos anos.
Em 2023, foram registrados 2.262 atendimentos, aumentando para 3.490 em 2024. No primeiro semestre de 2025, já ocorreram 1.951 casos, evidenciando a necessidade de ampliar o acesso a serviços de saúde mental.





