Recentemente, em entrevista cedida ao The Herald, o ministro de Relações Exteriores e Comércio Internacional, Amon Murwira, informou que um país está se articulando diplomaticamente para se tornar parceiro do Brasil no BRICS. Trata-se do Zimbábue, nação africana que apresenta Produto Interno Bruto (PIB) superior a R$ 232 bilhões.
Reconhecendo a importância de estar inserido em um grupo com metas político-econômicas alinhadas a suas ideologias, as autoridades zimbabuanas ampliaram o diálogo com todos os Estados-membros do BRICS. Conforme revelações do ministro, o presidente do país africano, Emmerson Mnangagwa, encarregou-se de supervisionar diretamente o processo de aproximação com os integrantes do bloco.
Segundo o analista político Methuseli Moyo, a adesão do país ao BRICS aprofundaria as relações econômicas e diplomáticas com as economias emergentes, promovendo o estreitamento da cooperação Sul-Sul. O movimento também abriria espaço para uma colaboração mais ampla em áreas como comércio, turismo e transferência de tecnologia.
Para uma melhor compreensão sobre a postura adotada, o interesse do Zimbábue em integrar-se ao grupo ocorre em um cenário no qual o país busca valorizar seus recursos naturais como base para o desenvolvimento econômico. Sobretudo, o território zimbabuano abriga algumas das maiores reservas de ouro do continente.
Apoio não deve ser um problema
O governo da nação africana avalia que o engajamento com economias emergentes tende a contribuir para diversificar parcerias externas e ampliar oportunidades de cooperação em diferentes setores. Nesse intervalo, o Zimbábue já havia manifestado interesse formal em aderir ao BRICS e ao Novo Banco de Desenvolvimento, conhecido como Banco do BRICS.
Na ocasião, Rússia, África do Sul e Brasil declararam apoio público à candidatura do país. Conforme as autoridades zimbabuanas, a intenção é participar do grupo dentro das categorias previstas pela estrutura do bloco. No mais, o ingresso tende a fortalecer a união Sul-Sul e ampliar possibilidades de colaboração em áreas como comércio, turismo e transferência de tecnologia.
O que é o BRICS?
Formado inicialmente por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, o BRICS corresponde a um grupo internacional de economias emergentes que atua como um mecanismo de cooperação política, econômica e social, buscando aumentar a influência dos países do Sul Global na governança mundial. Posteriormente, a segmentação expandiu o rol para incluir Egito, Etiópia, Irã, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos.





