Se você tem desejo de viver na Europa enquanto trabalha de forma, um dos lugares mais acessíveis e subestimados dessa região pode te oferecer o impulso necessário para se jogar de vez no nomadismo digital, uma tendência que cresce cada vez mais em todo o mundo.
A partir de novembro de 2025, a Eslovênia lançará seu primeiro visto diretamente para nômades digitais, proporcionando aos profissionais remotos um novo jeito de viver e trabalhar no continente europeu. O programa vai permitir que profissionais morem no país por aproximadamente 12 meses, desde que estejam trabalhando em empresas estrangeiras ou prestem serviços para clientes do exterior.
A medida vai colocar a Eslovênia na lista de países que lançam de nômade digital para estimular os profissionais remotos com capacidade de contribuir para a economia local. Hoje em dia, mais de 60 países proporcionam alguma espécie de visto direcionado a esse público.
Para quem quer viver esse estilo de vida europeu, porém sem passar pela burocracia que envolve conseguir essa residência ou cidadania de longo prazo, esse visto simboliza uma nova possibilidade, de acordo com Cepee Tabibian, autora do livro “I’m Outta Here! An American’s Ultimate Visa Guide to Living in Europe” (Caindo Fora! O Guia Definitivo de Vistos para Americanos Morarem na Europa, em tradução para o português). “A Europa Central praticamente não oferece vistos para nômades digitais — atualmente, apenas a Hungria tem um —, então o lançamento desse programa pela Eslovênia é algo importante.”
Veja quais são os critérios para tirar o visto de nômade digital da Eslovênia
Segundo o comunicado mundial de imigração da Ernst & Young (EY), uma das maiores companhias de auditoria e consultoria do mundo, o visto tem prazo de entrar em vigor a partir do dia 21 de novembro de 2025. Profissionais que trabalham de forma remota podem fazer a solicitação de uma autorização de residência de um ano, não renovável, desde que sejam contratados por empresas com sede fora da Eslovênia. Freelancers, profissionais autônomos e consultores que atuam prestando serviços para clientes do exterior também podem solicitar.
Essa flexibilidade faz o programa se tornar atraente para empreendedores, profissionais independentes e criadores digitais em que o trabalho ultrapassa fronteiras.





