A Espanha enfrenta uma grave falta de caminhoneiros profissionais e já busca trabalhadores estrangeiros para preencher mais de 20 mil vagas no setor de transporte. O problema preocupa autoridades do país europeu e expõe uma crise causada pelo envelhecimento da mão de obra, já que grande parte dos motoristas ativos possui mais de 50 anos e poucos jovens demonstram interesse pela profissão.
O déficit de trabalhadores afeta diretamente o transporte de cargas e passageiros, aumentando a pressão sobre a logística e a cadeia de abastecimento espanhola. Jornadas longas, condições consideradas pouco atrativas e a rotina desgastante nas estradas afastaram as novas gerações do setor, o que agravou ainda mais a escassez de profissionais nos últimos anos.

Diante desse cenário, o governo espanhol e o Ministério dos Transportes e da Mobilidade Sustentável passaram a adotar medidas emergenciais para acelerar a contratação de estrangeiros. Uma das principais ações foi a simplificação do processo de troca de carteiras de habilitação de motoristas vindos de países com acordos bilaterais firmados com a Espanha, o que inclui os latino-americanos, como o Brasil.
Espanha busca caminhoneiros estrangeiros e brasileiros estão incluídos
Segundo dados da DGT, órgão responsável pelo trânsito espanhol, o número de trocas de carteiras profissionais para caminhões e ônibus aumentou 12% em 2025. O Peru lidera o ranking de motoristas estrangeiros que realizaram a conversão da habilitação, seguido por Marrocos e Colômbia. Somente os peruanos responderam por mais de um quarto de todas as trocas realizadas no período.
Atualmente, a Espanha mantém acordos para conversão de carteiras de habilitação com 33 países fora da União Europeia. Após a validação no território espanhol, o documento também passa a ser aceito em outros países da UE, facilitando a circulação e ampliando as oportunidades de trabalho para motoristas estrangeiros em toda a Europa.





