Uma espécie que pertencem ao mesmo grupo da água-viva tem aparecido com cada vez mais frequência no litoral brasileiro. A caravela-portuguesa é uma colônia de organismos especializados (pólipos) que funcionam como um só, mesmo fazendo parte do grupo dos Cnidários e terem tentáculos urticantes que podem variar entre 10 e 30 metros.
No Rio Grande do Sul, a presença das caravelas-portuguesas tem chamado a atenção especialmente na Praia do Cassino. Neste início de ano, uma equipe de guarda-vidas se mobilizou para atender as pessoas que foram vítimas das queimaduras causadas por caravelas e águas-vivas, com cerca de 576 atendimentos relatados. Os animais podem ser encontratos tanto no mar quanto na faixa de areia.
Durante o feriado de Nossa Senhora dos Navegantes, no início de fevereiro, foram vários casos registrados, como relatou o capitão Gabriel Castro, responsável pela Operação Verão no Litoral Sul. O profissional disse que os animais podem ser encontrados ao longo de toda a Praia do Cassino, mas a maior incidência tem sido próximo aos Molhes da Barra. Por isso, os banhistas devem ficar atentos.
Espécie parente da água-viva causa transtorno no Sul do Brasil
“O vento sudoeste que soprou no final de semana empurra a água superficial, onde a caravela se encontra, e acaba levando ela para a costa”, explicou o professor do Instituto de Oceanografia da Universidade Federal de Rio Grande (Furg), Renato Nagata, sobre a grande quantidade de animais encontrados na praia.
Os especialistas afirmam que, em caso de acidente, não se deve esfregaro local atingido. Além disso, o ideal é retirar os tentáculos com pinça, aplicando compressa com vinagre na região. A vítima deve procurar o atendimento com os guarda-vidas e buscar uma avaliação médica posterior, pois esses animais podem causar sintomas como como falta de ar, tontura ou mal-estar. Essa espécie é considerada mais tóxica do que as águas-vivas.




