A dinâmica econômica com o elevado fluxo de turistas é comemorada pelas autoridades, mas o mesmo sentimento não é compartilhado com os moradores. Por ser um dos municípios mais procurados por turistas, Gramado, no Rio Grande do Sul, elevou os custos de vida. Como resultado da alta procura, a cidade com pouco mais de 40 mil habitantes superou capitais no tocante às despesas com serviços.
O fator determinante para a elevação dos custos fica a cargo da mudança do turismo, que deixou de ser sazonal para abraçar os visitantes em todos os períodos do ano. Diante desse fator, os preços, que costumavam oscilar ao longo dos meses, tornaram-se permanentemente elevados. Assim, os moradores da região tornaram-se reféns da valorização turística.

Embora a situação gere descontentamento entre os habitantes de Gramado, a elevação dos custos apresenta um cálculo esperado. Isso porque, quando o desembarque de viajantes se torna constante, toda a economia precisa adequar-se ao público em questão. Nesse intervalo, os comércios mais acessados abandonam os preços antigos para lucrar em cima de todos os indivíduos presentes na região.
Para uma melhor compreensão sobre o motivo das críticas dos moradores da cidade, tudo o que era visto como acessível passou a ter valores elevados. Em suma, produtos básicos, restaurantes e até mesmo serviços rotineiros estão cobrando cifras como se as experiências entregues fossem exclusivas. No mais, a tendência é de que Gramado permaneça causando dor de cabeça, já que o turismo não tende a descender.
Capitais brasileiras são colocadas como coadjuvantes
De modo prático, capitais costumam ter mais concorrência, maior oferta imobiliária, mercados populares e transporte público amplo. Em contrapartida, em municípios pequenos e altamente turísticos, a lógica é contrária. Na prática, a pouca oferta, alta demanda e consumo voltado ao visitante colocam preços elevados e pouco flexíveis ao longo do ano.
No cenário atual, a maior crítica dos moradores de Gramado está no tocante à moradia. Instantaneamente, os aluguéis foram projetados a valores elevados, especialmente porque muitos passaram a enquadrar-se em aluguéis por temporada. Assim, os investidores têm comprado um imóvel para renda turística e a oferta para moradores fixos diminui drasticamente.





