Com a finalidade de entender os impactos que a altitude possui no ser humano, o centro de pesquisa Eurac lançou uma convocação incomum para voluntários. Os estudiosos estão à procura de 12 pessoas para passar um mês nos Alpes italianos. Entendendo os riscos iminentes, a recompensa oferecida é de 400 euros (cerca de R$ 2,4 mil, na conversão atual).
Na prática, o intuito é estudar sistematicamente como a vida em altitude média, entre 2.000 e 2.500 metros, afeta a saúde cardiovascular, o metabolismo e a qualidade do sono de pessoas que vivem habitualmente ao nível do mar. O local escolhido trata-se do Refúgio Nino Corsi (Rifugio Nino Corsi), localizado na Itália, a aproximadamente 2.265 metros de altitude.
Apesar de muitas outras pesquisas já terem embarcado nesse assunto, a iniciativa do projeto MAHE pretende preencher uma lacuna aberta. Isso porque a maioria dos estudos anteriores se concentrou exclusivamente em altitudes extremas e não em altitudes médias. Dados preliminares indicam que residir temporariamente nessas áreas tende a trazer melhorias ao metabolismo e à pressão arterial.
Informações sobre voluntários
Com as informações preliminares levantadas, o objetivo dos pesquisadores é determinar se os Alpes realmente protegem os indivíduos contra doenças cardiovasculares e certos tipos de câncer. Para que o estudo obtenha informações concretas, um perfil de voluntários foi traçado, priorizando aqueles que não possuem uma vida sedentária ou danosa.
Embora nenhuma lacuna tenha sido preenchida, as vagas para 12 homens e mulheres serão direcionadas para quem tiver entre 18 e 40 anos e que também morem ao nível do mar. Por outro lado, os estudiosos não aceitam candidaturas de fumantes, atletas de elite e indivíduos com condições médicas preexistentes. Esses pontos levantados trarão uma clareza maior ao mapeamento.
O experimento na Itália não trará consequências iminentes para a rotina das “cobaias”. Isso porque os pesquisadores desejam que os voluntários mantenham suas rotinas habituais. Portanto, ao longo de um mês, os especialistas vão monitorar variáveis como qualidade do sono, nutrição e atividade física diária. De modo geral, esse mecanismo permitirá observar o impacto do ambiente sem interromper a vida social.





