Em meio ao avanço dos pagamentos digitais, autoridades monetárias europeias passaram a recomendar uma medida simples de precaução: manter dinheiro em espécie em casa. A orientação foi divulgada por bancos dos Países Baixos e da Suécia com o intuito de garantir que famílias consigam realizar compras básicas caso ocorram apagões, falhas tecnológicas ou interrupções nos sistemas de pagamento eletrônico.
A recomendação não significa abandonar contas bancárias ou meios digitais. Pelo contrário, o objetivo é criar uma camada extra de segurança para situações emergenciais. De acordo com especialistas, se redes de energia, internet ou sistemas bancários ficarem indisponíveis temporariamente, ter cédulas à disposição pode permitir a compra de alimentos, remédios e outros itens essenciais.
Nos Países Baixos, por exemplo, a sugestão é que cada família mantenha entre 200 e 500 euros guardados. Esse valor seria suficiente para cobrir despesas básicas por alguns dias. Já na Suécia, o banco central do país, o Sveriges Riksbank, recomenda uma reserva aproximada de 170 euros por pessoa para garantir a subsistência imediata em um cenário de emergência.
Bancos europeus orientam a ter dinheiro vivo para emergências
Em outras partes da Europa, orientações semelhantes também vêm sendo discutidas. Especialistas na Polônia indicam que cerca de 1.000 zlotys (PLN) podem representar uma quantia adequada para atender às necessidades de uma família durante um período curto de instabilidade. A lógica é semelhante à de manter estoques básicos de água, alimentos e medicamentos em casa.
O aumento das tensões geopolíticas, aliado à experiência recente da pandemia, reforçou a preocupação com possíveis interrupções digitais. Autoridades financeiras alertam que ataques cibernéticos ou problemas técnicos podem afetar temporariamente sistemas de pagamento. Nesse contexto, manter uma pequena reserva em dinheiro vivo é visto como uma forma de aumentar a resiliência das famílias diante de imprevistos.





