Embora Michael Schumacher seja considerado um dos grandes nomes da história da Fórmula 1, seu prestígio nas pistas automobilísticas contou com o auxílio de um brasileiro. Antes de consolidar seu nome na modalidade, o alemão enfrentou dificuldades de mostrar a destreza perante o volante, mas recebeu o suporte necessário de Nelson Piquet.
A título de curiosidade, Schumacher estreou na F1 no Grande Prêmio da Bélgica de 1991, pela equipe Jordan-Ford, substituindo Bertrand Gachot. Apesar do entusiasmo, o alemão não conseguiu concluir a prova, abandonando as pistas por problemas na embreagem. Coincidência ou não, foi o 60º e último pódio alcançado por Piquet na elite automobilística.

Na segunda corrida, o alemão foi realocado para a equipe Benetton, por onde atuou cinco vezes como companheiro de Nelson. A mudança de curso foi potencializada após a troca de Roberto Moreno, que passou a preencher a vaga de Michael na Jordan. A alteração surtiu efeito, tendo em vista que o heptacampeão somou 2 pontos naquele que foi o 200º GP de Piquet.
No ano em questão, o brasileiro anunciou sua aposentadoria, mas não deixou de passar alguns ensinamentos para Michael Schumacher nos bastidores. Ainda que tenha feito apenas cinco corridas como companheiro de equipe, o alemão conseguiu atingir façanhas interessantes antes de consagrar-se campeão pela primeira vez, em 1992.
Confira o resultado da parceria entre os pilotos:
- GP da Itália: Michael em sétimo e Piquet em oitavo;
- GP de Portugal: Piquet em quinto e Michael em sexto;
- GP da Espanha: Michael em sexto e Piquet em 11º;
- GP do Japão: Michael em nono e Piquet em 10º;
- GP da Austrália: Piquet em quinto e Michael em sexto.
Nelson Piquet rasga o verbo sobre Michael Schumacher
Ao lado de Lewis Hamilton, Schumacher é o piloto com mais títulos da Fórmula 1, ambos com sete. No entanto, nem mesmo o status de lenda sendo entregue ao alemão, o brasileiro deixou de alfinetar e descredibilizar as façanhas do companheiro. Sem papas na língua, Nelson afirmou, à RedeTV, que o heptacampeão sempre foi desleal.
“O Schumacher fazia muita coisa errada. O Senna também. Eu não arriscaria nunca a vida de um competidor. Jogar o carro em cima do outro, fazer um acidente. Naquela velocidade tudo pode acontecer. Ele fez muito isso, em várias ocasiões. Apesar do valor dele e de tudo que ele fez, não eram certas essas atitudes”, afirmou Piquet.




