Em 2024, Balneário Camboriú voltou a chamar atenção no mercado imobiliário nacional com a compra integral do edifício Ivo Agostinho Roveda, localizado na Barra Sul, uma das áreas mais valorizadas do país.
O prédio, que abrigava apartamentos avaliados entre R$ 4,5 milhões e R$ 9 milhões, foi adquirido pela construtora Embraed. A empresa confirmou oficialmente a transação e anunciou que o edifício será demolido para dar espaço a um novo projeto imobiliário.
O empreendimento, entregue em 2000 e modernizado posteriormente, possuía áreas de lazer como piscina, academia, sauna e salão de festas. Apesar disso, a valorização constante da Avenida Atlântica e a escassez de terrenos disponíveis tornaram comum a substituição de imóveis de alto padrão por novos arranha-céus.
A construtora, que já detinha um terreno vizinho, poderá agora ampliar o potencial construtivo do espaço ao incorporar a área do prédio adquirido. Com isso, há a possibilidade de erguer um arranha-céu de maior altura e número de unidades, aumentando a oferta de apartamentos de luxo.
A lógica por trás da demolição
Os detalhes do futuro lançamento ainda não foram divulgados, mas o negócio é considerado multimilionário. Até pouco tempo, o edifício oferecia apartamentos com valores de locação que chegavam a R$ 16 mil por mês.
No entanto, a possibilidade de construir um novo arranha-céu em uma das regiões mais caras do Brasil apresenta maior retorno financeiro do que a manutenção do prédio já existente.
A demolição também representa um marco urbanístico para a cidade, pois o Ivo Agostinho Roveda era o edifício mais alto já registrado na Avenida Atlântica. Casos semelhantes já ocorreram na região, como a derrubada do Hotel Vila do Mar, substituído por um projeto da construtora FG.




