Conforme dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2030, o número de idosos no Brasil deve ultrapassar o de crianças. Curiosamente, essa mudança de curso evidencia as práticas saudáveis em função da busca pela longevidade. No entanto, a Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) colocou em destaque mecanismos para viver mais e com melhor qualidade.
Embora não haja uma fórmula secreta para ampliar a longevidade, estudos recentes comprovaram que técnicas, quando bem aliadas, podem promover a qualidade de vida. No livro “Só é velho quem quer“, o professor da Escola de Medicina da PUCRS, Newton Terra, destaca que é possível envelhecer com saúde, tornando o processo mais longevo, autônomo e independente.
Mas, afinal, quais são esses hábitos?
Gerenciar o estresse: o estresse é considerado uma forma de adaptação e proteção do corpo contra agentes externos ou internos. Porém, quando se torna crônico, o desgaste de tecidos e órgãos potencializa os riscos de desenvolvimento de doenças cardiovasculares, transtornos neuropsiquiátricos, doenças infecciosas, metabólicas e tumores. As recomendações incluem: praticar atividades físicas, dormir bem, criar um hobby, buscar ajuda psicológica e manter uma rotina saudável.
Ter atividades de lazer: para as pessoas mais velhas, realizar exercícios físicos é mais que essencial, principalmente por ajudar a combater o envelhecimento funcional, prevenindo a perda de massa muscular e óssea, além de controlar doenças crônicas como diabetes e hipertensão. Nesse cenário, é indicado criar novas alternativas, como fazer artesanatos, estimular o raciocínio com jogos e até mesmo tocar instrumentos musicais.
Evitar a automedicação: devido à presença de doenças crônicas interligadas ao envelhecimento, o uso de medicamentos faz parte da rotina. Contudo, ao ingerir remédios sem a devida prescrição médica, a saúde tende a ser impactada negativamente. Nesse cenário, para alcançar a longevidade, o recomendado é tomar apenas os que forem receitados, já que o uso em excesso pode causar síndromes.
Realizar uma nutrição adequada: manter uma dieta eficiente é sinônimo de projetar nutrientes ao corpo para que haja a manutenção, reparo e crescimento dos tecidos. Em suma, é preciso que a refeição seja suficiente, completa, harmônica e adequada. No mais, precisam ser regradas de vitaminas antioxidantes, carotenoides, compostos fenólicos e fibras alimentares.
Evitar o sedentarismo: a ausência de atividades físicas colabora diretamente para o surgimento de várias doenças. De acordo com o professor da PUC, manter a prática regular de exercícios dinamiza o processo de envelhecimento em função de uma maior longevidade. Na prática, os benefícios ainda são acompanhados por uma melhor qualidade do sono, beneficiando o sistema cognitivo e motor.





