O anúncio do projeto de um novo aeroporto internacional no Brasil abriu discussões sobre como a iniciativa pode alterar o mapa do turismo nacional. A proposta foi apresentada pelo Banco de Desenvolvimento da América Latina e Caribe (CAF) durante o Fórum Turismo e Investimentos Brasil 360°, e ainda está em fase inicial, com vários detalhes sob sigilo.
Mesmo assim, já movimenta estados interessados em receber o empreendimento e disputar investimentos associados à expansão da conectividade aérea. O governador da Paraíba, João Azevedo, manifestou interesse em sediar o terminal, citando vantagens fiscais e o potencial do Polo Turístico Cabo Branco, área que reúne hotéis, parques e equipamentos culturais.
Para o estado, abrigar um aeroporto desse porte pode fortalecer rotas internacionais e ampliar o número de visitantes. No evento, o secretário-geral da ONU Turismo, Zurab Pololikashvili, afirmou que parte das operações do futuro terminal poderá ser automatizada por robôs, reforçando o caráter tecnológico do projeto.

Projeção econômica e impacto na aviação
Segundo Oscar Rueda García, diretor de Turismo Sustentável do CAF, o novo terminal pode funcionar como um hub capaz de integrar rotas domésticas e internacionais, ampliando o alcance turístico do país. O financiamento ainda não foi detalhado, mas pode envolver o próprio CAF, outras instituições e empresas privadas, incluindo a RTSC, holding com atuação no turismo e no setor imobiliário.
A iniciativa também pode receber incentivos do Programa de Aceleração do Turismo Internacional (Pati), voltado para ampliar a presença do Brasil em mercados estrangeiros e aumentar o fluxo de visitantes.
O avanço do projeto se conecta à discussão sobre a liberação da cabotagem para companhias aéreas estrangeiras. Propostas em tramitação no Congresso podem permitir que empresas internacionais operem voos domésticos, ampliando a competitividade e tornando o novo aeroporto mais viável economicamente.





