Comprar um apartamento mobiliado de três quartos no Brasil em 2026 se tornou um desafio financeiro significativo, especialmente nas grandes cidades. A valorização constante do mercado imobiliário, somada aos custos com mobília, elevou o investimento necessário para esse tipo de imóvel, que hoje pode variar entre R$ 700 mil e R$ 1,5 milhão. O valor pode ser ainda maior em regiões altamente valorizadas.
De acordo com o Índice FipeZAP, o preço médio do metro quadrado residencial atingiu cerca de R$ 9.673 no início deste ano. O indicador acompanha diversas cidades brasileiras e revela que a alta acumulada já supera a inflação oficial, medida pelo IPCA, o que torna a compra do imóvel ainda mais pesada para o consumidor.
Na prática, um apartamento padrão, com cerca de 80 a 100 metros quadrados e três dormitórios, pode custar aproximadamente R$ 600 mil em capitais mais acessíveis, como Aracaju e Teresina, por exemplo. Já em centros urbanos mais valorizados, como São Paulo e Florianópolis, os preços frequentemente ultrapassam R$ 1,4 milhão. No litoral catarinense, Balneário Camboriú se destaca com um dos metros quadrados mais caros do país.
Preços dos apartamentos no Brasil aumentam em 2026
Além do valor do imóvel, a mobília representa um custo relevante. Especialistas apontam que equipar um apartamento pode elevar o preço total entre 10% e 20%, dependendo do padrão escolhido, da presença de móveis planejados e da inclusão de eletrodomésticos, o que exige ainda mais preparo financeiro por parte do comprador.
Diante desse cenário, o planejamento se torna fundamental. Como financiamentos costumam cobrir apenas o valor do imóvel, os gastos com mobília precisam ser considerados separadamente. Em cidades do interior, como Criciúma, em Santa Catarina, os preços ainda são mais acessíveis, o que pode representar uma alternativa viável para quem busca conforto sem comprometer tanto o orçamento.




