O uso de linhas cortantes em pipas voltou ao centro do debate público em Curitiba, capital do Paraná, com uma proposta que pretende endurecer as punições para quem utiliza cerol ou linha chilena. Considerados perigosos e já proibidos por lei, esses materiais são frequentemente associados a acidentes graves, o que motivou a inclusão do tema na pauta da Câmara Municipal nesta segunda-feira (27).
Entre os sete projetos em análise pela Câmara, um dos principais trata justamente do aumento das penalidades para esses casos. De autoria do vereador Marcos Vieira (PDT), a proposta prevê elevar a multa inicial de R$ 2 mil para R$ 5 mil, além de estabelecer a correção anual com base no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), tornando a punição mais rigorosa ao longo do tempo.

A medida altera a lei municipal 11.435/2005, que já proíbe o uso de linhas de pipa com material cortante. Pela legislação atual, a multa é aplicada ao infrator ou ao responsável legal e pode ser dobrada em caso de reincidência. O novo texto mantém essas regras e reforça a necessidade de fiscalização e conscientização da população.
Uso de cerol em pipas vira debate em Curitiba
Outro ponto importante é a manutenção da apreensão imediata dos materiais, considerada essencial para prevenir novos acidentes. O objetivo é reduzir os riscos, especialmente para motociclistas e ciclistas, que estão entre as principais vítimas desse tipo de prática. Outro problema é que essas linhas costumam prejudicar os fios dos postes da cidade.
A proposta também fala sobre a criação da Semana Municipal de Conscientização sobre os perigos do uso de cerol e de materiais cortantes em pipas e itens semelhantes. A iniciativa prevê a realização de ações educativas, como palestras, oficinas comunitárias e campanhas digitais, com o objetivo de informar e prevenir acidentes. A programação seria realizada na semana do dia 14 de janeiro, data em que é celebrado o Dia Internacional da Pipa.





