Em 2026, beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) podem solicitar a revisão da aposentadoria caso suspeitem de erro no cálculo do benefício. Falhas na apuração de salários, tempo de contribuição ou regras aplicadas podem impactar diretamente o valor pago.
A revisão é o procedimento administrativo que permite corrigir esses possíveis equívocos. Quando o pedido é aceito, o INSS pode incluir salários ou períodos de contribuição que não foram considerados inicialmente, o que pode aumentar o valor mensal do benefício.
Em alguns casos, o segurado também pode receber valores retroativos referentes às diferenças não pagas. No entanto, a revisão também pode resultar na redução do benefício, se for constatado pagamento acima do devido.
O prazo para solicitar a revisão é de até dez anos, contados a partir do primeiro dia do mês seguinte ao recebimento da primeira parcela da aposentadoria, conforme previsto no Artigo 103 da Lei 8.213 de 1991.
Como solicitar e quais documentos apresentar
O pedido pode ser feito pelo site ou aplicativo Meu INSS, ou pela central telefônica 135. Antes de recorrer à Justiça, é recomendado tentar a correção diretamente pela via administrativa.
É essencial reunir documentos que comprovem o erro apontado. Para inclusão de salários ou tempo de contribuição, podem ser exigidos carteira de trabalho, holerites, extratos do FGTS e comprovantes de atividade autônoma. A documentação deve demonstrar de forma clara que houve falha no cálculo original.
A organização prévia dos documentos aumenta as chances de análise favorável. Como a revisão não garante aceitação automática de novos dados, o segurado deve apresentar provas consistentes para fundamentar o pedido e evitar atrasos no processo.





