Diante da redução das ofertas de emprego e da necessidade de ter controle sobre a própria rotina, a profissão de motorista de Uber ganhou uma nova dinâmica no Brasil. Pensando em aperfeiçoar os serviços, a empresa estadunidense anunciou um subsídio de 4 mil dólares (R$ 20,9 mil na cotação atual) a condutores parceiros que substituírem os veículos movidos a gasolina ou diesel por modelos 100% elétricos.
O intuito da companhia é compensar a saída dos motores de combustão, incentivando práticas favoráveis ao meio ambiente. Para uma melhor compreensão, o mecanismo integra o programa Go Electric, que tem como prioridade ajudar os motoristas da plataforma a custear a compra dos veículos elétricos. Em contrapartida, a medida bate de frente com alguns governos, que estão reduzindo os incentivos.
Diante da grande oferta de carros elétricos por todos os países, a Uber entende a necessidade de aliar-se aos projetos sociais em busca da emissão zero de gases poluentes. Ainda que a técnica tenha despertado a curiosidade dos condutores brasileiros, os primeiros depósitos do programa foram encaminhados em cidades estratégicas dos Estados Unidos.
Projeções da Uber
Comprometida a causar menos danos ao meio ambiente, a companhia contatou os motoristas de Nova York, Califórnia, Colorado e Massachusetts. A ideia da empresa é entender a dinâmica das operações no país-sede, alinhando os resultados para realocar a medida para outras nações. Contudo, é válido destacar que não há indícios de que a metodologia será instituída na América do Sul.
A incerteza serve para contestar a ideia defendida, uma vez que a Data Gaudium revelou que a frota brasileira de carros de aplicativos é composta por 95,7% de veículos a combustão. Sendo assim, caso o programa Go Electric entrasse em vigência no Brasil, a emissão de gases poluentes seria reduzida e o número de carros elétricos escalaria exponencialmente.





