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Quem trabalha usando moto ganhará pagamento adicional a partir de abril

Por Fagner Gregório
07/03/2026
Créditos: Shutterstock

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A partir de 3 de abril de 2026, trabalhadores que utilizam motocicletas para exercer suas funções terão direito a um pagamento adicional por periculosidade. Essa decisão é resultado da Portaria nº 2.021/2025 do Ministério do Trabalho e Emprego, que visa reforçar a regulamentação já prevista na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). 

A nova norma se baseia no artigo 193 da CLT, que considera perigosas as atividades realizadas por motociclistas. Os trabalhadores que se enquadrarem nessa categoria terão direito a um adicional de 30% sobre o salário-base. É importante ressaltar que esse cálculo não inclui prêmios ou comissões, a menos que haja um acordo coletivo que estabeleça condições mais benéficas.

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Quem se beneficia da nova regulamentação

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O direito ao adicional é garantido a empregados com vínculo formal que utilizem motocicletas de forma habitual. Isso inclui motoboys, motofretistas, mototaxistas e profissionais que realizam deslocamentos a trabalho.

No entanto, apenas o uso frequente da motocicleta para funções específicas gera o direito ao pagamento adicional, não sendo aplicável a deslocamentos esporádicos entre casa e trabalho. Um ponto importante abordado pela nova regulamentação é que a propriedade da motocicleta não altera o direito ao adicional.

Mesmo que o trabalhador utilize sua própria moto, isso não afasta a aplicação do artigo 193 da CLT. Além disso, o pagamento de ajuda de custo por parte da empresa não substitui o adicional de periculosidade, desde que os requisitos legais sejam atendidos.

A caracterização da periculosidade pode depender de laudo técnico, mas a ausência desse documento não elimina o direito ao adicional se houver comprovação de exposição habitual ao risco. 

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Fagner Gregório

Fagner Gregório

Jornalista graduado pela SATC (Santa Catarina), atua na produção de conteúdo jornalístico para web. Tem experiência em redação de portais (4oito) e jornais, além de assessoria de comunicação.

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