O Grupo Pão de Açúcar (GPA) anunciou que firmou um acordo com seus principais credores para solicitar recuperação extrajudicial, em uma tentativa de reorganizar suas finanças. A medida envolve a renegociação de aproximadamente R$ 4,5 bilhões em dívidas e foi aprovada de forma unânime pelo Conselho de Administração da companhia.
Segundo o comunicado divulgado ao mercado, o plano busca reestruturar obrigações financeiras sem garantia que não fazem parte das operações correntes da empresa. A rede destacou que a iniciativa não afetará fornecedores, parceiros comerciais, clientes ou dívidas trabalhistas. Além disso, o grupo afirmou que pretende manter suas lojas em funcionamento e preservar os mais de 38 mil postos de trabalho.

Atualmente, o GPA tem mais de 700 unidades distribuídas por 11 estados do Brasil, além do Distrito Federal. A operação reúne diferentes empresas do varejo alimentar, como Pão de Açúcar, Extra Mercado e Minuto Pão de Açúcar, além das marcas próprias como Qualitá e Stix. O acordo prevê um período de suspensão das obrigações financeiras por até 90 dias, prazo considerado necessário para obter a adesão da maioria dos credores.
Recuperação extrajudicial é aprovada no Grupo Pão de Açúcar
Durante esse intervalo, a empresa pretende estruturar uma solução que permita aliviar a pressão de curto prazo sobre o caixa e, ao mesmo tempo, melhorar a sustentabilidade financeira da companhia no longo prazo. A reestruturação ocorre após o grupo registrar prejuízo líquido de R$ 572 milhões no quarto trimestre de 2025.
O presidente da empresa, Alexandre Santoro, afirmou que a companhia precisa fortalecer a geração de caixa e destacou que o modelo de lojas de proximidade, como Minuto Pão de Açúcar e Mini Extra, apresenta maior potencial de desempenho em comparação aos supermercados tradicionais. “Algo em torno de 20% a 25% das lojas têm performance aquém do que tinham no business plan ou do que imaginamos que seja o potencial”, disse.





