Fundada em 2012, a Sticky’s Finger Joint, uma rede de frango frito gourmet sediada em Nova York, anunciou sua falência em abril do ano passado. Famosa por sua diversidade de molhos exclusivos e cardápio variado, a companhia surpreendeu os clientes ao encerrar as operações. Apesar dos esforços, não foi possível converter o prejuízo potencializado pela pandemia da COVID-19.
De acordo com a rede, seu fechamento foi decretado após uma série de dificuldades financeiras acumuladas, resultando na necessidade de recorrer ao Capítulo 11 da Lei de Falências dos Estados Unidos. Em um primeiro momento, a Sticky’s Finger Joint tentou reorganizar as dívidas, mas as projeções das concorrências não permitiram a volta ao estrelato.

Outrora faturando mais de US$ 22 milhões (R$ 117,4 milhões na cotação atual) em vendas anuais e operando em mais de 20 unidades em Nova York, Nova Jersey e Pensilvânia, o império ruiu. Entre os motivos que culminaram na falência da rede estão custos elevados de operação, agravados pelo preço dos aluguéis e mão de obra em grandes centros urbanos.
Enquanto tentava reduzir as despesas, a rede se deparou com concorrentes do segmento alavancando as vendas, tais como a Chick-fil-A e Shake Shack. O fato primordial para que a dupla assumisse a liderança das vendas esteve diretamente ligado aos recursos e estrutura de primeira linha, conseguindo se adaptar melhor às mudanças dos hábitos de consumo.
Tradicional fabricante de erva-mate decreta falência
Seguindo o mesmo fluxo descendente, a Vier Indústria e Comércio do Mate teve o pedido de falência decretado pela Justiça. A solicitação foi feita pela própria empresa, fundada em 1944, com sede em Santa Rosa, no Noroeste do Rio Grande do Sul. No processo, a companhia declarou dívida de R$ 49,743 milhões, enquanto o patrimônio total somava apenas R$ 11,884 milhões.
Em trecho da sentença assinada pelo juiz Eduardo Savio Busanello, são citadas as causas da crise relatadas pela empresa. De modo geral, o problema foi potencializado graças à escassez de matéria-prima em razão da expansão da monocultura da soja, o encarecimento de insumos e custos de frete das filiais de Rio Negrinho (SC) e São Mateus do Sul (PR), a tomada de financiamentos e um problema de saúde do sócio-administrador, que faleceu em 2020.





