Com a chegada do verão em território brasileiro, o fluxo de banhistas tem aumentado consideravelmente no litoral devido à forte onda de calor. No entanto, especialistas ligaram o sinal de alerta da população, tendo em vista que uma espécie de peixe vem causando sérias lesões. Os primeiros casos foram relatados nas praias paulistas.
Recentemente, o Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBMar) emitiu um alerta para os banhistas que estão aproveitando as elevadas temperaturas para imergir no litoral Norte de São Paulo. Isso porque os acidentes com bagres estão entre as ocorrências mais comuns atendidas por socorristas. Embora alguns casos possam parecer irrelevantes, é indicado procurar assistência médica imediata.

Em sua conjuntura, o peixe apresenta uma glândula que libera veneno, além de ter um ferrão capaz de ferir banhistas ao serem tocados. Diante do ferimento aberto, é possível que a vítima seja colocada à prova de toxinas e riscos de infecções. Conforme os guarda-vidas, os espinhos jamais devem ser removidos por conta própria, o que tem sido ignorado por várias pessoas.
Para uma melhor compreensão, os bagres têm “ferrões” ou espinhos que ficam na lateral do corpo e são serrilhados, como se fossem várias flechas em sequência. Embora a entrada na pele humana seja facilitada, a saída pode causar grande dor. Em resumo, quando puxadas sem cutela, podem causar lacerações, rasgando ainda mais o órgão.
Orientações ao ter contato com o peixe
A título de curiosidade, os casos são mais frequentes em praias próximas a rios, desembocaduras e áreas de mangue, que são locais de reprodução do bagre. Por sua vez, o peixe pode acabar morto ou ferido na faixa de areia, o que não descarta acidentes para quem pisa em cima ou manuseia o animal. De acordo com o primeiro-tenente Guilherme Vegse, do GBMar, os ferimentos tendem a causar dor intensa, inflamação e riscos de infecção.
“O bagre possui três ferrões muito grandes, um na dorsal e dois nas nadadeiras laterais. Ele penetra profundamente no pé ou na mão. Esses ferrões impedem que ele saia pelo mesmo caminho que entrou. Além disso, há toxinas e bactérias que causam muita dor e inflamação. Se a pessoa se ferir com um bagre, deve ser levada imediatamente ao pronto-socorro, para que a retirada seja feita por um médico. Em muitos casos, a remoção é cirúrgica”, disse o bombeiro.
Confira as dicas dos socorristas:
- Não tentar tirar o ferrão, já que o procedimento precisa ser feito em um hospital, com anestesia local e por profissional habilitado;
- Se tiver uma tesoura forte ou um alicate apropriado à mão, pode-se tentar, com cuidado, cortar o ferrão para separá-lo do bagre. Mas não tente “puxar” o ferrão da pele lesada;
- O veneno não resiste à temperatura elevada. Para atenuar a dor, coloque o local afetado, se possível, de molho em água morna/quente ou então utilize uma compressa;
- Procure um hospital e siga as orientações do médico, principalmente para evitar a possibilidade de infecções posteriores;
- Verifique se sua vacina antitetânica está em dia.


