O golpe da falsa venda se tornou o principal motivo de reclamações entre clientes de bancos no Brasil em 2025, segundo dados da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban). Apenas no primeiro semestre, foram registradas 174 mil denúncias, número que representa um aumento de 314% em relação ao mesmo período do ano anterior.
A prática envolve a criação de sites e perfis falsos que simulam lojas virtuais legítimas, oferecendo produtos com grandes descontos para atrair vítimas. O golpe tem se espalhado rapidamente por meio de redes sociais, e-mails, SMS e aplicativos de mensagens como o WhatsApp.
Os criminosos utilizam anúncios pagos e nomes de marcas conhecidas para gerar credibilidade. Após o pagamento, o produto nunca é entregue, e o comprador descobre que a loja não existe. Segundo especialistas em segurança digital, essa modalidade de fraude tende a crescer em períodos de grande volume de compras, como a Black Friday e o Natal, quando consumidores buscam preços baixos.

Crescimento de fraudes no comércio digital
Walter Faria, diretor-adjunto de Serviços e Segurança da Febraban, alerta que o golpe da falsa venda se aproveita da pressa e da confiança dos consumidores. Ele recomenda desconfiar de ofertas com preços muito abaixo da média e verificar se o site possui CNPJ válido, certificado de segurança e reputação em plataformas de avaliação.
Além da falsa venda, a Febraban registrou outras práticas recorrentes. O golpe da falsa central de atendimento, no qual o fraudador se passa por funcionário do banco para obter senhas e autorizar transferências, teve 139 mil queixas no mesmo período. Em seguida, aparecem o golpe do WhatsApp (73 mil ocorrências), o falso investimento (21 mil) e o phishing, também com 21 mil registros.





