A greve de caminhoneiros convocada para esta quinta-feira (4) teve adesão muito baixa em todo o país, resultado principalmente da divisão interna da categoria. O movimento, organizado pela União Brasileira dos Caminhoneiros (UBC) e liderado por “Chicão Caminhoneiro”, apresentou demandas como atualização da tabela de frete, congelamento de dívidas e aposentadoria especial após 25 anos de trabalho.
No entanto, a falta de unidade tornou a paralisação ineficaz, e grandes entidades se posicionaram contra a mobilização. O racha dentro da categoria ocorreu devido ao caráter político atribuído à greve.
Enquanto a UBC defendia pautas trabalhistas, parte do movimento passou a incluir reivindicações de caráter político, como a anistia para ex-presidentes e pessoas envolvidas nos atos de 8 de janeiro.
Essa mistura de demandas gerou rejeição de sindicatos e lideranças tradicionais da categoria, como Wallace Landim, o “Chorão”, e o deputado Zé Trovão, que decidiram não apoiar a mobilização.

Entidades e órgãos reforçam baixa adesão da greve
Grandes entidades do setor se distanciaram publicamente. A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transporte (CNTTL) criticou a “manipulação política” na convocação, enquanto a Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA) e a Federação dos Caminhoneiros de São Paulo (Fetrabens) afirmaram não participar do movimento
A falta de apoio institucional contribuiu para que não houvesse bloqueios ou interrupções significativas nas rodovias federais. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou que não foram registrados problemas no fluxo de veículos nos 75 mil quilômetros de rodovias monitoradas. Isso demonstra que a greve não conseguiu mobilizar a maioria da categoria e teve impacto praticamente nulo sobre o transporte de cargas.





