Apresentando mais de 8 milhões de quilômetros quadrados de extensão, o Brasil coroa-se como um dos destinos mais atrativos para os viajantes. Para aqueles que priorizam passear de carro, a rodovia mais alta do país também é uma das que mais se destaca em termos de vegetação. Trata-se da BR-485, famosa por dar acesso à parte alta do Parque Nacional do Itatiaia, no estado do Rio de Janeiro.
Os motoristas podem creditar o passeio à necessidade de contemplar a paisagem sem precedentes. Porém, autoridades ligam o sinal de alerta sobre os desafios presentes na rodovia, especialmente no tocante às curvas sinuosas. A título de curiosidade, a via alcança quase 2.500 metros de altitude, aproximando os condutores de um dos pontos mais elevados do país, nas proximidades do Pico das Agulhas Negras.
Ao longo de cerca de 20 quilômetros de subida em meio à Serra da Mantiqueira, a estrada apresenta dezenas de curvas, muitas delas fechadas e em aclive acentuado. De acordo com as autoridades, o trecho mais tortuoso concentra-se entre 60 e 90 curvas, sendo ao menos 30 consideradas mais críticas, com ângulos mais fechados e visibilidade reduzida.
Em contrapartida, é possível aproveitar a altitude para avaliar a vista exuberante. Conforme o veículo ascende, a vegetação aparece, o ar fica mais rarefeito e as temperaturas declinam. Já no inverno, é possível que o termômetro registre números próximos de zero graus. Com geadas aparentes, a neblina também tende a surgir de forma repentina, reduzindo drasticamente a visibilidade e exigindo prudência.
Críticas à rodovia
Diante da presença do clima severo, é importante que os motoristas liguem o sinal de alerta. Isso porque paralelepípedos soltos e buracos aparecem com frequência. Nesse cenário, automóveis sem revisão podem sofrer com falhas de freio nas descidas, potencializando as chances de perda de controle, excesso de velocidade ou dificuldade de enxergar curvas.
De modo geral, trafegar pela BR-485 se torna marcante por unir natureza, altitude e história do parque. Porém, os visitantes também se deparam com desafios que mudam com o tempo e requerem uma atenção redobrada das pessoas que imergem na região serrana.





