O Brasil enfrenta uma crescente onda de estelionatos com maquininhas adulteradas, afetando consumidores e comerciantes em todo o país. Só em 2024, foram registrados mais de dois milhões de fraudes, uma média de quatro por minuto, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
Este golpe já causou perdas financeiras estimadas em R$ 4,8 bilhões. Os criminosos disfarçados, frequentemente como taxistas ou ambulantes, utilizam maquininhas manipuladas para acessar dados bancários e enganar as vítimas durante transações com cartões.

Como Funcionam os Golpes
Estes golpes se aproveitam da tecnologia para burlar a segurança. Além de maquininhas adulteradas, os golpistas utilizam a tecnologia NFC de forma indevida, especialmente em lugares lotados, para efetuar cobranças sem que as vítimas percebam. Outra tática é substituírem a tela da maquininha por um celular, bloqueando a conferência dos valores pela vítima.
Para evitar ser enganado, é fundamental verificar se o visor da maquininha está operando corretamente e realizar a inserção pessoal do cartão. Recomendam-se desativar a função de pagamento por aproximação e usar capas de bloqueio NFC para maior segurança.
Prevenção Contra Estelionatos
Prevenir é essencial para evitar cair nesses golpes. Seguem algumas medidas:
- Nunca entregue seu cartão a terceiros, insira-o você mesmo.
- Verifique o valor na maquininha antes de prosseguir com o pagamento.
- Ative notificações do banco para monitorar movimentações em tempo real.
- Prefira pagamentos com métodos que exijam biometria, como Pix.
- Utilize táxis de aplicativos onde o pagamento é feito antecipadamente.
Ação Imediata em Caso de Fraude
Caso suspeite de qualquer transação inadequada, algumas ações são cruciais:
- Bloqueie o cartão imediatamente.
- Informe a operadora do banco sobre a suspeita de fraude.
- Registre um boletim de ocorrência na polícia.
- Diminua os limites de crédito e transferência pelo aplicativo do banco.
- Se houver cobrança indevida, entre em contato com o SAC do banco e, se necessário, com a ouvidoria.
As instituições financeiras têm a responsabilidade de ressarcir os clientes em caso de falhas nos serviços prestados. Com o avanço tecnológico, a vigilância constante se torna indispensável para que a conveniência não se transforme em risco.




