No Brasil, todo e qualquer proprietário pode alugar um imóvel de sua posse sem que haja a interferência de terceiros. Porém, a Espanha decidiu revolucionar a forma de construir novas relações interpessoais em uma mesma comunidade. Isso porque, a partir deste ano, o governo de Pedro Sánchez está buscando reduzir os aluguéis de curto prazo para promover o desenvolvimento residencial e garantir o acesso à moradia permanente.
Adquirir uma casa própria não é só um problema no Brasil, como na Espanha também. Reunir munição financeira para financiar ou comprar um imóvel passou a ser uma grande dor de cabeça para a geração mais jovem no país europeu. Sobretudo. a situação econômica tem evidenciado um caos coletivo, ligando o sinal de alerta das imobiliárias.
Os valores dos imóveis escalonaram, tornando a compra ainda mais indisponível para o bolso da maioria das pessoas. Nesse ínterim, o Governo da Espanha decidiu potencializar o problema ao exigir que alugueis somente sejam sacramentados com o aval dos vizinhos. A Lei Orgânica 1/2025, estabelece que uma habitação não pode ser utilizada para arrendamento turístico sem o consentimento expresso do condomínio, que deve aprová-lo com maioria qualificada de três quintos dos proprietários.
Apesar da movimentação drástica estar fora de cogitação no Brasil, a imposição pode trazer uma segurança ainda maior para os inquilinos locais e contratantes. Isso porque os moradores terão maior poder de decisão em relação aos aluguéis de curta duração. Assim, a ideia é reduzir os problemas de turismo excessivo, ruído e escassez de moradias para os residentes.
Alugueis o Brasil tomam proporções astronômicas
Embora adquirir um casa nova seja o sonho da maioria dos brasileiros, a façanha está longe de ser uma realidade. Isso porque tem sido mais viável alugar um imóvel que passar a vida toda reunindo dinheiro para comprar um lugar. O problema é que o preço médio do aluguel residencial no país subiu 13,5% em 2024, de acordo com o Índice FipeZap.
Nesse ínterim, o valor do metro quadrado (m²) alcançou R$ 48,12, superando a inflação oficial, calculada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para se ter uma noção da realidade do Brasil, a alta é quase o triplo do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que acumulou 4,83% em 2024. Além disso, é o dobro do Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), da Fundação Getulio Vargas (FGV).




