Desde janeiro deste ano, mais de 150 mil dependentes de servidores públicos estaduais estão tendo que contribuir diretamente para manter o plano de saúde do Ipasgo, em Goiás. A nova regra estabelece mensalidades que variam de acordo com a faixa etária e o tipo de acomodação escolhido, com cobranças que variam entre R$ 50 e R$ 332.
A mudança que entrou em vigor altera a anterior anterior, que não fazia distinção individualizada de valores para cada dependente incluído no contrato. De acordo com o Governo de Goiás, a reformulação é considerada essencial para assegurar o equilíbrio financeiro da autarquia.

Até então, o modelo de arrecadação não diferenciava os custos por idade ou a categoria de internação, o que, segundo a administração estadual, contribuía para o aumento das despesas e pressionava o caixa do plano ao longo dos anos. A alteração foi concluída após a aprovação do Projeto de Lei 30892/25 pela Assembleia Legislativa de Goiás.
Servidores estaduais são surpreendidos com mudança de regra
A proposta autoriza a cobrança escalonada, substituindo a taxa uniforme aplicada anteriormente. No novo formato, os dependentes serão responsáveis pelo pagamento de 30% do valor do plano, enquanto os 70% restantes continuarão subsidiados. Na prática, as mensalidades para enfermaria ficarão entre R$ 50,67 e R$ 221,39. Já para acomodação em apartamento, os valores oscilarão de R$ 58 a R$ 332,68.
O total pago pelos dependentes não poderá superar a contribuição do titular, que permanece fixada em 6,81% do salário para enfermaria e 12,48% para apartamento, sem mudanças na base de cálculo. A votação provocou divergências no plenário, com 25 votos favoráveis e sete contrários. Parlamentares da oposição classificaram a medida como prejudicial às famílias, enquanto defensores argumentaram que a iniciativa é indispensável para evitar o colapso financeiro do sistema.





