Embora a Renner e a Riachuelo sejam duas das grandes lojas em operação no Brasil, a dupla tende a perder o prestígio com a chegada de uma forte concorrente. Em novembro de 2025, a Shein inaugurou sua primeira loja física permanente no mundo, localizada em Paris. A ideia da gigante chinesa é expandir os horizontes para outros países em breve.
Atualmente, a marca asiática atua com maestria no meio virtual, fator que auxilia na criação de uma certa rivalidade com a concorrência. Diante do pontapé inicial para operar presencialmente, vários parisienses marcaram presença em frente à unidade. Os produtos foram realocados para dentro da loja de departamentos BHV Marais.

Podendo escolher qualquer nação para operar fisicamente, a empresa selecionou o território francês por sua capital ser conhecida como o berço da alta-costura. “Esta aliança é mais que um simples lançamento: é um compromisso para revitalizar os centros urbanos em toda a França, restaurar as grandes lojas de departamentos e desenvolver oportunidades para a moda francesa”, emitiu a companhia.
Apesar de ainda estar estudando as possibilidades de inaugurar lojas físicas em outras nações, a ideia pode acarretar prejuízos sem precedentes aos demais empreendimentos. Prestigiada por suas roupas acessíveis e tendências rápidas, a varejista tem prestígio o suficiente para desbancar outras marcas, especialmente se for instalada no Brasil.
Inauguração é tomada por protestos
Enquanto os compradores comemoravam a inauguração da primeira loja física da Shein, manifestantes distribuíram panfletos denunciando a empresa chinesa. Sobretudo, a marca enfrenta críticas pelas condições de trabalho oferecidas a seus funcionários. No entanto, a desaprovação escalou ainda mais após passar a vender bonecas sexuais com aparência infantil em sua plataforma.
Diante do entrave, o Ministério Público de Paris abriu investigações contra a companhia, bem como contra as concorrentes AliExpress, Temu e Wish. Enquanto o processo segue em andamento, as autoridades sustentam o problema por entender que houve a “disseminação de mensagens violentas, pornográficas ou contrárias à dignidade” acessíveis a menores.




