Embora seja detentora do segundo maior poder bélico do mundo, a Rússia ainda não encontrou uma forma de utilizar seu poder para tomar o território inimigo. De acordo com relatos de militares ucranianos, os soldados russos, quando inseridos na vila de Stepnohirsk, localizada na região de Zaporíjia, enfrentam uma elevada taxa de mortalidade.
Os relatos estimam que a sobrevivência dos patriotas dura aproximadamente 12 minutos após serem enviados para posições expostas. No cenário bélico entre Rússia e Ucrânia, Stepnohirsk torna-se uma zona hostil para os adversários. O abatimento é conduzido por meio do uso massivo de drones de reconhecimento e ataque, artilharia constante e a proximidade das forças inimigas.

Por outro lado, um fato favorável para as tropas ucranianas diz respeito ao fato de o terreno ao redor da vila dificultar a movimentação sem que haja a detecção por aparelhos ativados por sensor de calor. Na análise dos especialistas, o território serve como rota de acesso a posições defensivas importantes, além de estar próximo de centros urbanos relevantes.
O resultado de tamanhas coincidências não poderia ser outro: bombardeios frequentes, destruição de infraestrutura e forte redução da população civil. No mais, ainda que o tempo de dizimação não seja um dado oficial, os relatos dos soldados destacam a área como uma verdadeira encruzilhada para as tropas adversárias.
Entenda o motivo do confronto entre as nações
A título de conhecimento, os entraves públicos entre Kiev e Moscou começaram no início de 2014, porém, anos antes do conflito aberto. Em fevereiro daquele ano, uma sequência de manifestações populares na praça Maidan, o centro do poder político do país, decretou o fim do governo do presidente ucraniano Viktor Yanukovitch, um aliado de primeira hora do Kremlin.
Como resultado da ação, Moscou passou a apoiar movimentos separatistas em regiões de maioria russa. Posteriormente, em março de 2014, a península da Crimeia e sua principal cidade, Sebastopol, assinaram uma “declaração unilateral de independência”, seguida de um referendo que aprovou a anexação do território à Rússia.
O problema é que nenhum dos dois instrumentos foi reconhecido como legítimo pela Ucrânia ou pela comunidade internacional. Diante da ação meticulosa, na região do Donbass, no extremo leste do país, a Rússia armou e financiou milícias pró-Moscou que lutaram contra Kiev, deixando as províncias de Donetsk e Luhansk efetivamente sob controle russo desde então.





