Recentemente, uma administração hospitalar brasileira deparou-se com um cenário preocupante, ao passo que da descoberta de uma superbactéria presente em ao menos sete pessoas internadas na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Os casos foram confirmados no Hospital Municipal Dr. Mário Gatti, em Campinas (SP). Durante a realização de exames, foi detectada a grande resistência a antibióticos.
As respostas vieram após as vítimas testarem positivo para a enzima bacteriana KPC. Por meio de uma avaliação de rotina do departamento de controle de infecções, a superbactéria foi encontrada em pacientes que figuravam a ala adulta da UTI. Com a finalidade de evitar outros contágios, o hospital afirmou que novos pacientes não serão aceitos, temporariamente, na unidade.
“Os sete pacientes com a bactéria serão mantidos isolados em um salão da Unidade de Terapia Intensiva do hospital, com equipe exclusiva para eles, e outros três que estavam na ala serão transferidos para leitos de mesma complexidade da rede”, explicou a instituição de saúde, afirmando ainda que a ala deve passar por uma higienização ampla.
Como é a superbactéria?
Cientificamente chamada de Klebsiella Pneumoniae Carbapenemase (KPC), consiste em uma enzima presente em bactérias que podem levar ao desenvolvimento de pneumonia, infecções sanguíneas e urinárias, problemas em feridas cirúrgicas e sepse. Apesar da preocupação coletiva, trata-se de uma das superbactérias mais comuns em hospitais do Brasil.
Para uma melhor compreensão da realidade nacional, os primeiros registros de casos foram datados em 2005, também no estado de São Paulo. Além de serem os pacientes que mais dependem de cuidados médicos, aqueles que estão na UTI também são os mais suscetíveis a contraírem a enzima. Isso porque a debilidade exige o uso constante de antibióticos, fator que colabora para o desenvolvimento da resistência a medicamentos.





