Reconhecendo a importância de promover a conscientização ambiental, o Reino Unido desenhou um protocolo que visa reduzir o lixo acumulado em ruas, áreas rurais e oceanos. Na prática, os estabelecimentos comerciais vão passar a receber e pagar por latas e garrafas vazias entregues pela população.
O antigo parceiro comercial do Brasil, aprovou, por meio do Departamento de Meio Ambiente, Alimentação e Assuntos Rurais (Defra), o Sistema de Depósito e Retorno para embalagens de bebidas usadas. Sobretudo, o mecanismo não somente irá minimizar o despejo irresponsável dos materiais, como também irá recompensar financeiramente aqueles que se comprometerem com a causa.

A fim de evitar problemas na separação dos materiais, o serviço irá colocar pontos estratégicos de coleta para cada material entregue. A princípio, eles ficarão localizados em grandes redes de supermercados da região, como Tesco, Asda, Morrisons e Sainsbury’s, além de lojas de conveniência e bancas de jornal.
Embora a notícia tenha gerado grande expectativa nos moradores, o Departamento de Meio Ambiente, Alimentação e Assuntos Rurais confirmou que o programa só deve entrar em vigência a partir de outubro de 2027. O protocolo estará presentes em várias cidades da Inglaterra, Escócia e Irlanda do Norte, mas outras nações, como Alemanha, Suécia e República da Irlanda já possuem o sistema implantado.
Práticas sustentáveis no Brasil geram debate
Ainda que alguns estados tenham decretado o fim da distribuição de sacolas plásticas nos supermercados brasileiros, o cenário pode abraçar todo o país. Isso porque o Projeto de Lei (PL) 2.524/2022, atualmente em análise na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), busca estabelecer diretrizes para a economia circular do plástico no Brasil.
Conforme a proposta, é esperado que dentro de sete anos, todas as embalagens plásticas no país deverão ser, obrigatoriamente, retornáveis ou compostáveis. O intuito principal é diminuir a poluição ambiental, buscando alternativas mais ecológicas. Porém, o PL precisa passar ainda pela CAE e pela Comissão de Meio Ambiente (CMA), antes de ser encaminhado para a Câmara dos Deputados.





