O mercado de energia solar iniciou 2026 com perspectiva de aumento relevante nos preços dos painéis fotovoltaicos. Fabricantes globais indicam que os reajustes começaram no fim de 2025 e devem se intensificar ao longo do ano.
Entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026, os módulos já tiveram elevação entre 10% e 15%, afetando diretamente projetos residenciais e empresariais no Brasil. Executivos do setor avaliam que esse movimento representa apenas a primeira etapa de um ajuste estrutural.
Há expectativa de novos aumentos nos próximos meses, especialmente em torno do Ano Novo Chinês. Com isso, o acumulado de reajustes pode chegar a uma variação entre 25% e 30% em comparação aos preços praticados no fim do ano passado, refletindo mudanças profundas na cadeia global de produção.

Fatores que explicam a alta dos preços
Entre os principais fatores está a possível retirada do incentivo fiscal chinês conhecido como VAT, atualmente em torno de 9%. O fim desse benefício deve impactar diretamente o custo de exportação dos módulos.
Além disso, o governo chinês adotou medidas de controle da capacidade produtiva, especialmente no segmento de polissilício, o que resultou em aumento expressivo no preço do insumo ao longo de 2025.
Outro ponto relevante é o encerramento de linhas de produção consideradas obsoletas, como a tecnologia PERC. A substituição por módulos mais avançados exige investimentos elevados e reduz a oferta disponível no curto prazo. Paralelamente, a alta de matérias-primas essenciais, como prata, alumínio e cobre, pressiona o custo de fabricação dos painéis.
A valorização do yuan frente ao dólar também contribui para os reajustes, já que os custos são locais e os preços internacionais precisam ser ajustados. Apesar do cenário de alta, os valores atuais seguem abaixo dos níveis históricos. Desde 2023, os preços recuaram cerca de 65% e, mesmo com os aumentos previstos, não devem retornar aos patamares de 2022.





