Embora seja uma preocupação comum dos cientistas, os impactos da ação humana estão progredindo em relação ao aquecimento global. De acordo com pesquisas recentes, nos últimos três anos, a elevação da temperatura média da Terra se aproximou do teto previsto no acordo climático de 2015. Na prática, o limite serve como uma espécie de barreira para evitar problemas ainda maiores.
A fim de contornar as práticas degradantes, governos de vários lugares do planeta selaram um pacto para impedir que as elevações de temperatura escalassem drasticamente. Após mais de uma década, as respostas não foram alcançadas, sendo refletidas na continuação da emissão dos gases poluentes. Nesse cenário, especialistas apontam que é possível o mundo atingir 2 graus de aquecimento até 2045.
Em um primeiro momento, a faixa pode parecer irrelevante, mas carrega consigo uma preocupação sem precedentes. Isso porque cada fração potencializa o risco de calor extremo, incêndios e desastres ambientais, assim como as enchentes. Em outras palavras, com o limite de temperatura ultrapassado, a economia e a indústria também serão prejudicadas.
Principais inibidores entram em colapso
Conforme a análise dos cientistas, as florestas e oceanos sempre foram os principais protagonistas no tocante à absorção de quase metade do gás poluente lançado no ar pela ação humana. Contudo, atualmente, enquanto os oceanos estão mais quentes e capturam menos carbono, as florestas se deparam com uma realidade tomada por secas prolongadas e incêndios cada vez maiores.
Diante do cenário apresentado, o maior temor dos pesquisadores diz respeito às mudanças que podem não mais ser contornadas. A nível de compreensão da problemática, a Groenlândia vem perdendo aproximadamente 30 milhões de toneladas de gelo por hora. Caso medidas não sejam adotadas, a tendência é que o nível do mar suba cerca de 7 metros nos anos subsequentes.
Segundo os últimos registros, os impactos já estão sendo sentidos no continente europeu, tendo em vista que a água ficou até 4 graus acima do normal. Como resultado do desastre climático, os holofotes foram direcionados aos recifes de coral, que tendem a desaparecer até a metade do século, conforme avaliações recentes de pesquisadores.





