Rico por sua diversidade biológica, o Brasil entrou no mapa global das gemas com uma descoberta de tirar o fôlego. No sertão nordestino, foi encontrada a Turmalina Paraíba, pedra preciosa reconhecida por seu brilho atrativo e coloração azulada incomum. Por se tratar de uma gema dificilmente localizada, tem traído grande número de mineradores, laboratórios e colecionadores em todo o planeta.
Para uma melhor compreensão, o tesouro encontrado na região brasileira supera, em valiosidade, diamantes raros. Isso porque suas jazidas não são facilmente encontradas. Em resumo, o lítio, boro e sódio formam a combinação preciosa, enquanto o cobre garante a coloração azul neon. Por sua vez, o manganês incrementa rosas e lilases, dando um charme maior ao produto.

O material foi encontrado na Província Pegmatítica do Seridó, situada entre os estados da Paraíba e Rio Grande do Norte. Na região em questão, existem os maiores padrões de consistência da Turmalina Paraíba. Um detalhe curioso e que merece ser destacado é que os depósitos surgem em rochas formadas pelo resfriamento lento do magma, originando veios com cristais grandes e minerais raros.
A dinastia do Brasil em termos de visibilidade foi datada em 1981, quando o minerador Heitor Dimas Barbosa encontrou a gema na Mina da Batalha, no distrito de São José da Batalha, no município de Salgadinho. Com o achado em mãos, o Instituto Gemológico da América (GIA) confirmou a autenticidade da gema. Assim, diversas empresas internacionais investiram na compra do produto.
A título de curiosidade, o valor da Turmalina Paraíba varia conforme as características presentes. Dessa forma, o mercado pode investir cifras superiores mediante a cor, brilho e pureza da pedra. Para fins comparativos, o tesouro encontrado no país supera em centenas de milhares de dólares o quilate.
Brasil não consome o tesouro nordestino
Embora o prestígio mundial esteja depositado no tesouro em questão, o empresário Sebastião Ferreira, dono de uma mina em Parelhas, no Rio Grande do Norte, afirmou que o mercado brasileiro não consome a gema. No entanto, consegue faturar milhões de reais com a venda para outros mercados luxuosos e nações que potencializam o uso da Turmalina.
“As pedras seguem principalmente para Hong Kong e Tailândia, onde passam pelo beneficiamento, e depois abastecem compradores do Japão, da Europa e dos Estados Unidos. Enquanto o mercado brasileiro costuma priorizar pedras maiores, a Turmalina Paraíba se destaca por outros critérios. Mesmo em dimensões reduzidas, pode alcançar valores elevados quando apresenta atributos raros como coloração excepcional e formato diferenciado”, explica Ferreira.





