Erguer o título do Campeonato Brasileiro é a cobiça de todos os clubes nacionais, mas nenhuma taça é tão memorável quanto a da Libertadores da América. Embora 12 times tenham conquistado a ‘Glória Eterna’, poucas classificações foram tão memoráveis quanto a do São Caetano, em 2004. A equipe paulista não consagrou-se campeã, mas fez história em duelo tomado por confusão dentro e fora de campo.
Quem hoje vê o São Caetano amargar a quarta divisão paulista não imagina os momentos de glória vividos por dirigentes e torcedores. Há 21 anos, o Azulão eliminou o América do México nas oitavas de final da Copa Libertadores. O problema é que a façanha rendeu grande confusão ao final da partida, requerendo a presença de força policial.
No jogo da ida, realizado em São Caetano do Sul, a equipe brasileira venceu o América por 2 a 1, com gols de Ânderson Lima e Frankie Oviedo. Posteriormente, no embate da volta, executado na Ciudad de Mexico, os ânimos foram aflorados do início ao fim. Reinaldo Navia abriu o marcador para os donos da casa, mas Triguinho garantiu o empate para os visitantes.
O entrave foi iniciado por Fabrício Carvalho, que decidiu provocar os adversários imitando uma águia, símbolo do América do México. Com os nervos à flor da pele diante da eliminação na Libertadores por um placar agregado de 3 a 2, um gandula e massagista da equipe mandante agrediu o goleiro do São Caetano, Silvio Luiz.
Para piorar a situação, torcedores do Las Águilas invadiram o gramado e arremessaram objetos, como bancos e até um carrinho de mão, atingindo atletas do São Caetano, incluindo o goleiro reserva Fabiano, que precisou levar pontos na cabeça. Por consequência da confusão, a Conmebol puniu o América com a perda do mando de campo em competições seguintes e uma multa.
Mesmo sofrendo retaliações dentro e fora de campo, a equipe de São Paulo conseguiu fazer história, mas acabou sendo eliminada nas quartas de final. O São Bernardo se despediu da principal competição continental ao ser despachado pelo Boca Juniors, da Argentina, nas penalidades.
Confira o histórico dos brasileiros na Libertadores:
- Palmeiras | 25 participações | 3 títulos (1999, 2020 e 2021);
- São Paulo | 23 participações | 3 títulos (1992, 1993 e 2005);
- Grêmio | 22 participações | 3 títulos (1983, 1995 e 2017);
- Flamengo | 21 participações | 3 títulos (1981, 2019 e 2022);
- Corinthians | 18 participações | 1 título (2012);
- Cruzeiro | 17 participações | 2 títulos (1976 e 1997);
- Santos | 16 participações | 3 títulos (1962, 1963 e 2011);
- Internacional | 16 participações | 2 títulos ( 2006 e 2010);
- Atlético-MG | 14 participações | 1 título (2013);
- Fluminense | 10 participações | 1 título (2023);
- Vasco | 9 participações | 1 título (1998);
- Athletico-PR | 9 participações | Sem título;
- Botafogo | 7 participações | 1 título (2025);
- Bahia | 4 participações | Sem título;
- Guarani | 3 participações | Sem título;
- São Caetano | 3 participações |
- Coritiba | 2 participações | Sem títulos;
- Sport | 2 participações | Sem títulos;
- Chapecoense | 2 participações | Sem títulos;
- Bragantino | 2 participações | Sem títulos;
- Fortaleza | 2 participações | Sem títulos;
- Náutico | 1 participação | Sem títulos;
- Bangu | 1 participação | Sem títulos;
- Criciúma | 1 participação | Sem títulos;
- Juventude | 1 participação | Sem títulos;
- Paysandu | 1 participação | Sem títulos;
- Santos André | 1 participação | Sem títulos;
- Goiás | 1 participação | Sem títulos;
- Paulista | 1 participação | Sem títulos;
- Paraná | 1 participação | Sem títulos;
- América-MG | 1 participação | Sem títulos.




