O BTC (Bitcoin) superou a marca dos US$ 118 mil na manhã da última sexta-feira, 11 de julho, alcançando sua máxima histórica pelo segundo dia consecutivo depois do aumento de mais 6,6% nas últimas 24 horas, e estimulando uma nova onda de valorização nos setores de criptoativos. O fluxo, que iniciou ainda na quinta-feira, acabou por resultar em uma maior liquidação de posições vendidas esse ano, com um valor maior que US$ 1,13 bilhão em contratos finalizados à força, de acordo com dados da CoinGlass.
Na última quinta-feira, em torno de 237 mil traders foram liquidados, US$ 1,01 bilhão dessas perdas aconteceu por meio de apostadores contra a alta do mercado (short sellers). Só os futuros de Bitcoin foram mais US$ 590 milhões das liquidações, depois veio os de Ethereum (ETH), com US$ 241 milhões. A maior liquidação individual aconteceu na plataforma HTX, em que um trader perdeu US$ 88,5 milhões em um short de BTC.
O fluxo de liquidações, concretizado em plataformas como Bybit, Binance e HTX, intensificou a valorização do ativo. Isso pois, ao serem liquidadas, essas posições comercializadas foram recompradas automaticamente, o que gerou pressão compradora extra em um mercado já em alta, no fenômeno chamado de short squeeze.
Mesmo que o rali do Bitcoin tenha renovado recordes nominais em dólares, uma parcela considerável da valorização revela a fraqueza do dólar. O índice DXY, que analisa o desempenho do dólar diante de uma cesta de moedas, reduziu de 110 começo de 2025 para abaixo de 98, no pior primeiro semestre do dólar em cinco décadas.
Mesmo com a nova alta dos dólares, o Bitcoin continua menor nos recordes históricos quando medido em ouro, libra esterlina ou índices de ações. Atualmente, 1 BTC vale em torno de 35 onças de ouro, em relação a 40 onças no pico de dezembro do ano passado. Isso vale também para a comparação com o S&P 500 e o Nasdaq-100.





