Responsável por ocupar o status de uma das empresas que mais vendem carros no Brasil, a Toytota surpreendeu a todos com o seu mais novo lançamento. Trata-se do Camry Hybrid 2025, disponível exclusivamente nos Estados Unidos, mas que promete revolucionar o mercado de sedãs médios devido a sua eficiência e valores aceitáveis.
Apresentando design totalmente híbrido, dispensando motores a combustão convencionais, o Camry comporta 2,5 litros acoplado a um sistema elétrico, além de produzir 225 cavalos de potência na versão com tração dianteira e 232 cv na tração integral. Confortável, o Toyota dispõe de central multimídia de 9 polegadas no modelo básico e 12,3 polegadas no premium.
Para a infelicidade dos brasileiros, o veículo ainda não está disponível para aquisição no país. Presente nas estradas dos Estados Unidos, o carro contempla estrutura aerodinâmica aprimorada, com valor de mercado em aproximadamente R$ 140 mil. No mais, apresenta eficiência média de 25,49 km/l e deve chegar ao Brasil ainda neste ano.
Toyota entra em divergência com governo brasileiro
Embora o Governo do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva reúna divergências entre os eleitores, seu gabinete foi surpreendido com carta encaminhada por quatro grandes montadoras. Em suma, já estabelecidas no Brasil, os fabricantes temem a iminência da aprovação dos incentivos fiscais para a montagem de carros semidesmontados (SKD) e desmontados (CKD) no país.
A fim de encurtas os laços com o Governo, bem como ter o pedido aceito, a General Motors, a Stellantis (que controla Fiat, Jeep, Citroën, Peugeot e Ram), a Toyota e a Volkswagen assinaram carta conjunta enviada ao presidente Lula. De modo geral, a alegação é de que a montagem de carros com componentes importados terá grande negatividade do Brasil.
Confira a carta na íntegra:
“É nosso dever alertar, Senhor Presidente, que esse cicio virtuoso de fortalecimento da indústria nacional está sendo colocado em risco e sofrerá forte abalo se for aprovado o incentivo à importação de veículos desmontados para serem acabados no país.
Ao contrário do que querem fazer crer, a importação de conjuntos de partes e peças não será uma etapa de transição para um novo modelo de industrialização, mas representará um padrão operacional que tenderá a se consolidar e prevalecer, reduzindo a abrangência do processo produtivo nacional e, consequentemente, o valor agregado e o nível’e geração de empregos.
Por uma questão de isonomia e busca de competitividade, essa prática deletéria pode disseminar-se em toda a indústria, afetando diretamente a demanda de autopeças e de mão de obra. Seria uma forte involução, que em nada contribuiria para o nível tecnológico de nossa indústria, para a inovação ou para a engenharia nacional. Representaria, na verdade, um legado de desemprego, desequilíbrio da balança comercial e dependência tecnológica”, diz.




