Consolidada no mercado como uma das principais fabricantes de veículos no Brasil, a Toyota precisou recalcular a rota nos últimos meses. Em setembro do ano passado, uma forte tempestade destruiu o telhado e causou sérios danos estruturais à fábrica de motores Porto Feliz (SP). Como resultado do problema, a reconstrução, que culminará com uma fábrica totalmente nova e modernizada, está prevista para 2028.
A destruição do empreendimento paulista levou à paralisação da produção por 45 dias. Visando atingir novos patamares, a companhia iniciará a fabricação de motores flex em um galpão alugado em Porto Feliz. O planejamento somente foi possível após reuniões de especialistas em catástrofes naturais, líderes globais de manufatura e lideranças brasileiras.
“Em momento algum deu-se prioridade para o custo e o impacto financeiro. A orientação era de que não poderíamos parar, diminuir o ritmo, pois isso representaria perdas maiores no futuro. Não poderíamos deixar os funcionários na mão, nem os fornecedores e a rede. Muito menos o cliente. Essas foram as prioridades que o board nos passou horas após o ocorrido”, disse o presidente da Toyota do Brasil, Evandro Maggio.
A conversa sobre a interrupção da produção no Brasil pegou diversos trabalhadores de surpresa, mas foi a decisão mais assertiva naquele período. Isso porque agora, quase cinco meses após o desastre, toda a operação nacional voltou a funcionar, mesmo que longe do ritmo habitual. Por outro lado, as fábricas de Indaiatuba e Sorocaba já estão trabalhando em capacidade total.
Projeções da Toyota
Enquanto a unidade de Porto Feliz é totalmente reconstruída, os representantes da empresa realinham percursos a fim de uma retomada da normalidade do abastecimento da rede. Para uma melhor compreensão do problema causado pelo desastre ambiental, a Toyota chegou a perder 20% das vendas logo após a paralisação da produção, em novembro.
Diante das barreiras presentes, os modelos do Corolla, Corolla Cross e do novo Yaris Cross passarão a utilizar alguns motores vindos de outros locais. Em contrapartida, o galpão alugado em Porto Feliz passou a ser destino da montagem final para os motores flex. Nesse ínterim, parcela dos 800 trabalhadores atua na área, enquanto outra parte foi dirigida para a unidade de Sorocaba e em função do regime de layoff.
“Não vamos demitir, pois não queremos abandonar ninguém. Além disso, são profissionais qualificados, que têm muito valor para nossa organização… Teremos uma fábrica de motores mais enxuta, mais robotizada e mais compacta, para retomarmos totalmente essa operação em 2028”, afirmou o presidente da Toyota do Brasil.





