Por meio do Decreto nº 12.797, assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), foi oficializado o reajuste do salário mínimo para o ano de 2026. Com um aumento de 6,79%, ficou instituído o montante de R$ 1.621 para os trabalhadores em conformidade com a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Porém, é válido destacar que as previsões eram de que o piso ganharia uma outra projeção.
Para que o valor mínimo seja decretado, a base do cálculo atual considera a inflação acumulada do ano anterior (INPC) e o crescimento real do Produto Interno Bruto (PIB) dos últimos dois anos. Esse mecanismo tem a finalidade de proteger o poder de compra dos brasileiros, além de aumentar a renda real daqueles que auxiliam a economia do país a rotacionar.
Ainda que o valor de R$ 1.621 esteja sendo comemorado por boa parte dos trabalhadores, a desaceleração da inflação fez com que o salário mínimo fosse novamente reajustado. Dessa forma, o primeiro Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO), divulgado pelo Governo Federal, era de R$ 1.631, mas decaiu para as cifras que atualmente estão em vigência.
É válido destacar ainda que, mesmo ficando abaixo das projeções, o piso salarial representa mais um aumento histórico para o salário mínimo. Isso porque a realidade de milhões de brasileiros foi potencializada com os ganhos. Na prática, valores mais altos aumentam a demanda por produtos e serviços, impulsionando o comércio e a economia local.
Salário mínimo é alvo de críticas
Ainda que todos os anos o montante ganhe projeção, especialistas reafirmam que o piso salarial brasileiro está longe de coincidir com a dinâmica social e econômica do país. Na análise de economistas, para que uma pessoa consiga manter uma vida confortável e com acesso aos direitos básicos essenciais, é preciso que o salário mínimo seja superior a R$ 7 mil.





