Recentemente, a Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Central do Equador ocupou os holofotes da imprensa devido a uma nova acusação de suposta alteração de notas em troca de dinheiro. De acordo com a vice-reitora interina, Tamara León, as investigações estão em andamento, mas há indícios de que existe uma rede interna de corrupção que alterava notas para promover alunos para o semestre seguinte.
O problema ganhou contornos dramáticos no dia 21 de outubro de 2025, quando a autoridade acadêmica afirmou ter recebido pressão da administração e da secretaria-geral da universidade para alterar algumas notas. Diante das investigações, a representante afirmou não ter atendido ao pedido, mas constatou que outros desempenhos já haviam sido modificados no sistema.
Embora entenda o risco que a universidade corre de perder a credibilidade construída durante anos, Tamara León fez questão de abrir o jogo sobre o esquema. Em seu relato, a vice-reitora interina explicou que em um dos casos o aluno havia tirado 7,62, mas a nota no sistema foi lançada como 18. Em outra situação, o estudante de medicina também foi aprovado, mas com seu desempenho saindo de 5,33 para 18.
Esquema ilegal é revelado
Como se não bastasse o tumulto causado devido à manipulação, a representante da Universidade Central do Equador esclareceu que a denúncia não se limita à manipulação de dados por computador. Em resumo, alguns alunos afirmaram ter sido contatados por telefone por professores, expondo a possibilidade de modificar as notas mediante um depósito.
Na prática, os valores mudavam conforme a disciplina e o professor. Nesse intervalo, a vice-reitora indicou que as taxas alteravam de US$ 200 a US$ 600, o que corresponde a R$ 1 e R$ 3 mil. Como resultado das denúncias, León alertou as autoridades da instituição sobre as práticas em 7 de janeiro, mas as medidas internas só foram iniciadas na semana passada.
Diante da complexidade do cenário, Tamara recorreu ao Conselho de Educação Superior (CES) para solicitar a intervenção da faculdade. Apresentando as provas, pediu a suspensão das autoridades acadêmicas envolvidas e medidas de proteção individual.





